A seguir descrevem-se alguns dos simbolos importantes para a Maçonaria. Os textos, na sua maioria, devem-se à generosa contribuição do Grémio Fénix.
Estrela de cinco pontas: sendo a Estrela do Oriente ou a Estrela Iniciação, é a que simbolizou o nascimento de JESUS:. É o símbolo do Homem Perfeito, da Humanidade plena entre Pai e Filho; o homem em seus cinco aspectos: físico, emocional, mental, intuitivo e espiritual:. Totalmente realizado e uno com o Grande Arquiteto do Universo:. É o homem de braços abertos, mas sem virilidade, porque dominou as paixões e emoções:. As Estrelas representam as lágrimas da beleza da Criação:. Olhemos para cima, para o céu e encontraremos a nossa estrela guia:. Na Maçonaria e nos seus Templos, a abóbada celeste está adornada de estrelas:. A Estrela é o emblema do gênio Flamejante que levam às grandes coisas com a sua influência:. É o emblema da paz, do bom acolhimento e da amizade fraternal:.
Acácia: a planta símbolo por excelência da Maçonaria; representa a segurança, a clareza, e também a inocência ou pureza:. A Acácia foi tida na antiguidade, entre os hebreus, como árvore sagrada e daí sua conservação como símbolo maçônico:. Os antigos costumavam simbolizar a virtude e outras qualidades da alma com diversas plantas:. A Acácia é inicialmente um símbolo da verdadeira Iniciação para uma nova vida, a ressurreição para uma vida futura:.
Avental: símbolo do trabalho maçónico; branco, e de pele, para os Aprendizes e Companheiros; branco orlado de vermelho, para os Mestres:.
Colunas: símbolos dos limites do mundo criado, da vida e da morte, do elemento masculino e do elemento feminino, do activo e do passivo:.
Compasso: símbolo do espírito, do pensamento nas diversas formas de raciocínio, e também do relativo (círculo) dependente do ponto inicial (absoluto). Os círculos traçados com o compasso representam as lojas:.
O Nº 9: é o princípio da Luz Divina, Criadora, que ilumina todo pensamento, todo desejo e toda obra, exprime externamente a Obra de Deus que mora em cada homem, para descansar depois de concluir sua Obra:. O homem novenário que pelo triplo do ternário, é a união do absoluto com o relativo, do abstrato com o concreto:. O número nove, no simbolismo maçônico, desempenha um papel variado e importante com significados aplicados na sua forma ritualística:. O número 9, é o número dos Iniciados e dos Profetas:.
Delta: triângulo luminoso, símbolo da força expandindo-se; distingue o Rito Escocês:.
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Esquadro: resulta da união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da rectidão e também da acção do Homem sobre a matéria e da acção do Homem sobre si mesmo:. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua maçônica, pelo temor de Deus, a quem temos de prestar contas das nossas ações, palavras e pensamentos:. Emite a idéia inflexível da imparcialidade e precisão de carácter:. Simboliza a moralidade:.
Malhete: pequeno martelo, emblema da vontade activa, do trabalho e da força material; instrumento de direcção, poder e autoridade:.
Pavimento em Mosaico: chão em xadrez de quadrados pretos e brancos, com que devem ser revestidos os templos; símbolo da diversidade do globo e das raças, unidas pela Maçonaria; símbolo também da oposição dos contrários, bem e mal, espirito e corpo, luz e trevas:.
Pedra Bruta: símbolo das imperfeições do espírito que o maçon deve procurar corrigir; e também, da liberdade total do Aprendiz e do maçon em geral:.
A Letra G: é a sétima letra do nosso alfabeto e que sabiamente, os Maçons apresentam grandes questionamentos, e que através de estudos, apresentamos um resumo dos diversos significados: Gravitação - É a força primordial que rege o movimento e o equilíbrio da matéria; Geometria ou a Quinta Ciência - É fundamento da ciência positiva, simboloizando a ciência dos cálculos, aplicada à extensão, à divisão de terras, de onde surge a noção da parte que nelas a nós compete, na grande partilha da humanidade e dos direitos da terra cultivada; Geração - É a vida perpetuando a série dos seres. Força Criadora que se acha no centro de todo ser e de todas as coisas; Gênio - É a inteligência humana a brilhar com seu mais vivo fulgor; Gnose - É o mais amplo conhecimento moral, o impulso que leva o homem a aprender sempre mais e que é o principal fator do progresso; Glória - a Deus; Grandeza - O homem, a maior e mais perfeita Obra da Criação; Gomel - Uma palavra hebráica, entende-se os deveres do homem para com Deus e os seus semelhantes:. Concluiremos, sintetizando que, a letra G é, realmente, o grande segredo maçônico, segredo tão secreto e misterioso, que nem mesmo os mais cultos e sábios Maçons conseguem decifrá-lo:.
Templo: símbolo da construção maçónica por excelência, da paz profunda para que tendem todos os maçons:.
Três Pontos; triângulo: símbolo com várias interpretações, aliás conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade:.
sábado, 5 de abril de 2008
ALGUNS SÍMBOLOS MAÇÓNICOS:
A ÁGUIA DE LAGASH:
A "Águia de Duas Cabeças de Lagash" é o mais antigo brasão do Mundo:. Nenhum outro simbolo emblemático no Mundo pode rivalizar em antiguidade:. A sua origem remonta à antiquíssima Cidade de Lagash:. Era já utilizado há cerca de mil anos antes do Êxodo do Egipto, e há mais de dois mil anos quando foi construído o Templo do Rei Salomão:.Com o passar dos tempos, passou dos Sumérios para o povo de Akkad, destes para os Hititas, dos recônditos da Ásia menor para a posse de sultões, até ser trazida pelos Cruzados aos imperadores do Oriente e Ocidente, cujos sucessores foram os Hapsburg e os Romanoff:.Em escavações recentes, este «brasão» da Cidade de Lagash foi descoberto numa outra forma: uma águia com cabeça de leão, cujas garras se cravam nos corpos de dois leões, estes de costas voltadas:. Esta é, sem dúvida, uma variante do símbolo da Águia:.A Cidade de Lagash situava-se na Suméria, no sul da Babilónia, entre os rios Eufrátes e Tigre, sendo perto da actual cidade de Shatra, no Iraque:. Lagash possuía um calendário de doze meses lunares, um sistema de pesos e medidas, um sistema de banca e contabilidade, sendo ainda um centro de arte e literatura, para além de centro de poderes político e militar, tudo isto cinco mil anos antes de Cristo:. No ano 102 a.C., o cônsul romano Marius decretou que a Águia seria um símbolo da Roma Imperial:. Mais tarde, já como potência mundial, Roma utilizou a Águia de Duas Cabeças, uma voltada a Este e outra a Oeste, como símbolo da unidade do Império:. Os imperadores do Império Romano Cristianizado continuaram a sua utilização e foi depois adoptado na Alemanha durante o período de conquista e poder imperial:.Tanto quanto sabemos, a Águia de Duas Cabeças foi primeiramente utilizada na Maçonaria em 1758, por uma facção maçónica de Paris - Os Imperadores do Oriente e Ocidente:. Durante um breve período, os Imperadores Maçónicos do Oriente e Ocidente controlaram os Graus avançados então em uso, vindo a ser percussores do Rito Escocês Antigo e Aceite:.A inscrição em Latim por debaixo da Águia de Duas Cabeças - "Spes Mea in Deo Est" - significa: "A Minha Esperança Está Em Deus":.Fonte: Scottish Rite [clique para aceder ao site]
quarta-feira, 2 de abril de 2008
ORGANIZAÇÃO MAÇÓNICA:
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A Maçonaria estimula a prática de princípios nobres, tais como: Gentileza - Honestidade - Decência - Amabilidade - Honradez - Compreensão - Afecto. Para os membros da Ordem todos os Homens, fazem parte da Grande Fraternidade Humana, portanto, todos são Irmãos, independentemente de Credo, Política, Cor, Raça ou qualquer outro parâmetro que possa servir para dividir os homens:. Os Três Grandes Princípios sobre os quais está fundamentada a busca do progresso e da auto-realização do Maçom são:O Amor Fraterno: O verdadeiro Maçom mostrará sempre a mais profunda tolerância e respeito pela opinião dos demais, portando-se sempre com compreensão:.Ajuda e Consolo: Não só entre os Maçons, mas com toda a Comunidade Humana:.Verdade: É o princípio norteador da vida do Maçom, mesmo porque faz-se necessária toda uma vida para chegar-se próximo de ser um bom Maçom:.Organização da MaçonariaDesde a fundação da Grande Loja de Londres, em 24 de junho de 1717, as Loja Maçónicas têm-se organizado em Obediências, sejam elas Grandes Lojas ou Grandes Orientes:. Os Maçons estão reunidos em Lojas, que se reúnem regularmente uma vez por semana, geralmente:. A verdadeira e antiga Maçonaria, divide-se em três Graus Simbólicos que compõem as Lojas Azuis:Aprendiz • Companheiro • Mestre
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Em regra as Grandes Lojas recebem reconhecimento da Grande Loja Unida da Inglaterra, que se arroga o direito de guardiã da ortodoxia maçónica, de evidente cunho teísta, enquanto que os Grandes Orientes, são reconhecidos pelo Grande Oriente da França, fiel ainda à constituição de Anderson de 1723, com evidente influência iluminista, e caracterizado por uma profunda tolerância:.Porém esta regra não é universal, até porque não existe uma autoridade internacional que confira regularidade Maçónica:.Regularidade em MaçonariaA regularidade Maçónica refere-se a um conjunto de deveres a que estão sujeitos os Maçons, suas Lojas e sua Obediência, os quais podemos resumir em três aspectos principais:Legitimidade de Origem: Um Grande Oriente ou Grande Loja necessita, para ser regular do reconhecimento e da transmissão da Tradição, por outro Grande Oriente ou Grande Loja previamente regular junto às outras Potências, tendo assim uma Regularidade de Origem:.Respeito às antigas regras: A principal regra a ser seguida é a Constituição de Anderson, de 1723, formulada por Anderson, Payne e Desaguilliers, para a recém-fundada Grande Loja de Londres:.Podemos, no entanto, levantar cinco pontos fundamentais para Regras que devem ser respeitadas:1. Absoluto respeito aos antigos deveres, que estão reunidos em forma de Landmarks:.2. Só é possível aceitar homens livres, respeitáveis e de bons costumes que se comprometam a por em prática um ideal de Liberdade, Igualdade e Fraternidade:.3. Ter sempre como objectivo o aperfeiçoamento do Homem, e como consequência, de toda a Humanidade:.4. A Maçonaria exige de todos os seus membros a prática escrupulosa dos Rituais, como modo acesso ao Conhecimento, através de práticas iniciáticas que lhe são próprias:.5. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o mais absoluto respeito às opiniões e crenças de cada um, proibindo categoricamente toda discussão, proselitismo ou controvérsia política ou religiosa em suas Lojas:."Nunca houve nem nunca haverá um Homem que tenha um conhecimento certo dos deuses e de tudo aquilo de que eu falo. Se, mesmo por acaso, lhe acontecesse dizer toda a verdade, nem disso se daria conta. Todos se apoiam na aparência." Xenófanes de Cólofon (570-528 anE)
LENDAS & TRADIÇÕES:
'Let there be light!' - the Almighty spoke,Refulgent streams from chaos broke,To illume the rising earth!Well pleas'd the Great Jehovah flood -The Power Supreme pronounc'd it good,And gave the planets birth!In choral numbers Masons join,To bless and praise this light divine."- Poema maçónico de "Anthem III" in Ilustração da Maçonaria de William Preston (1804)
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II – O ARQUITECTO DO UNIVERSO"De acordo com o Professor Cornford [do Royal College of Art], todas as pinturas dos velhos mestres que investigou eram conformes com 'formas perfeitamente geométricas e/ou subdivisões aritméticas do rectângulo'. Existiam dois tipos de sistemas básicos – um 'era baseado na crença da Criação descrita em Timaeus, de Plato, e foi publicado por Alberti no seu “Ten Books on Achitecture” (Florença, 1485). Este sistema procede pela utilização do cálculo e da construção com instrumentos e teve grande adesão na Alta Renascença e no período imediatamente seguinte, já que tanto desassociava a arte e a arquitectura das velhas e manuais formas maçónicas de trabalho da Idade Média, como as associava à escola humanística. Para além disso, o sistema numérico utilizado era uma espécie de invocação do Divino enquanto a construção ou pintura se tornaram um ensaio microcósmico do acto primário de criação.""O outro tipo de sistema era o maçónico-geométrico. De acordo com o Professor Cornford, este era 'incomparavelmente o mais antigo dos dois, parecendo de facto ser já conhecido pelos antigos egípcios e à nossa própria cultura megalítica. Sobreviveu, frequentemente rodeado de uma atmosfera de segredo do Ofício (ou até de culto), ao tempo de Alberti, e, subsequentemente, desapareceu sem deixar rasto…”- Henry Lincoln, The Holy Place “Quem seguisse o Caminho do Artífice teria de fazer uma coisa mais. Deveria lembrar sempre que estava a construir o templo de Deus. Construía um edifício em consciência onde ele mesmo era uma pedra individual e única. Com o tempo, cada ser humano polirá a sua pedra e a colocará no Templo, e então o Templo estará completo; Deus comtemplará Deus no Espelho da Existência e existirá então, como no Início, um único Deus.” - W. Kirk MacNulty, The Way of the Craftsman
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“Os Antigos Mistérios não deixaram de exitis quando o Cristianismo se tornou a religião mais poderosa no mundo. O grande Pan não deixou de existir, e a Maçonaria é a prova da sua sobrevivência. Os Mistérios pré-cristãos assumiram, simplesmente, o simbolismo da nova fé, perpetuando por meio dos seus simbolos e alegorias as mesmas verdades que possuídas pelos sábios desde o prícipio do mundo. Não há, portanto, uma verdadeira explicação para o facto de simbolos cristãos encerrarem em si o que é escondido pela filosofia pagã. Sem as misteriosas chaves transportadas pelos líderes dos cultos egípcio, brâname e persa, os portais da Sabedoria não poderiam ser abertos.”- Manly P. Hall, Masonic, Hermetic, Quabbalistic & Rosicrucian Symbolical Philosophy“Porque Ele (Deus) é o Construtor e Arquitecto do Templo do Universo; ele é o Verbum Sapienti."- Yost, i, 411“No Timaeus de Plato aparece a primeira alusão ao Criador enquanto ‘Arquitecto do Universo’. O Criador, em Timaeus, é chamado ‘tekton’, ou ‘mestre construtor’. 'Arche-tekton' denota, por conseguinte, 'mestre artífice' ou 'mestre constutor'. Para Plato, o 'arche-tekton' traçou o cosmos por meio da geometria.”- Baigent & Leigh, The Temple and the Lodge “Apesar de a Maçonaria requerer que os seus candidatos confirmem a sua crença em Deus, não aprofunda o sujeito, deixando a religião e sua prática ao Maçon enquanto indivíduo.” (nota de tradução: isto pretende afirmar que a Maçonaria requer a crença num Deus, não forçosamente o Deus Cristão) “Assim, é possibilitado a homens de todas as religiões o acesso ao estudo dos princípios morais e filosóficos da Maçonaria.”- W. Kirk MacNulty, Freemasonry - A Journey through Ritual and Symbol
CRENÇAS & PRÁCTICAS:
"E, UMA VEZ QUE O PECADO DESTRUIU EM NÓS O PRIMEIRO TEMPLO DE PUREZA E INOCÊNCIA, POSSA A GRAÇA DIVINA GUIAR-NOS E ASSISTIR-NOS NA CONSTRUÇÃO DE UM SEGUNDO TEMPLO DE REFORMA, EM QUE A SUA GLÓRIA SEJA MAIOR QUE A DO SEU ANTECESSOR"Oração maçónica
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Uma Loja possui uma sala com a forma de um quadrado oblongo, que é metade de um quadrado perfeito, e encontra-se na metade inferior de um círculo. Cada Loja reune nessas mesmas salas,mobiladas de forma semelhante,mas a Loja que trabalha o Grau de Aprendiz é chamada de Pátio exterior, a que trabalha o Grau de Companheiro é o Lugar Santo e a que trabalha o Grau de Mestre é o Sanctum Sanctorum (Santo dos Santos), todas no Templo do Rei Salomão.Harold W. Percival, Masonry and Its Symbols in the Light of "Thinking and Destiny"
"Perg.:: Onde foste feito maçon?Resp.:No corpo de uma Loja, justa, perfeita e regular.Perg.: E quando?Resp.:Quando o Sol se encontrava no seu meridiano.Perg.: Como neste país as Lojas Maçónicas são geralmente operadas e os candidatos iniciados à noite, como justificas esse aparente paradoxo?Resp.: Sendo o Sol um corpo fixo e a Terra tendo uma rotação constante sobre o seu eixo, e sendo a Maçonaria uma ciência universal, difundida por todo o globo, o Sol está, forçosamente, sempre no seu meridiano no que à Maçonaria diz respeito."Ritual maçónico
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PORQUÊ USAR RITUAIS?Em essência, existem duas razões. Em primeiro lugar, ao serem utilizadas cerimónias formalizadas, todos entram na Maçonaria numa mesma base de igualdade e partilham uma mesma experiência (que será diferente da vivência, essa sim, individual e única - Loumac), seja qual fôr a sua posição fora do Ofício. Em segundo lugar, porque continuando a utilização de cerimónias onde é incluída uma carga dramática, alegórica e simbólica, os princípios da Maçonaria podem mais facilmente deixar uma marca indelével no espírito do candidato.UM POUCO DE HISTÓRIA DO R:.E:.A:.A:.A origem do ritual, como da própria Maçonaria, não foi ainda descoberta. Para além do facto de sabermos da existência de uma Palavra maçónica, não temos qualquer indicação no sentido de existir um ritual nas lojas operativas escocesas. A prova mais antiga provem de duas fontes distintas: um conjunto de mais de cem versões de um documento agora conhecido como Old Charges e o livro História Natural de Staffordshire do Dr. Robert Plot. Apesar das versões de Old Charges difirirem no detalhe, obedecem, porém, a um padrão; é, seguramente, uma história lendária do Ofício maçónico, seguida de um conjunto de regras ou normas (as Charges) pelas quais eles se deveriam reger quer no Ofício, quer na sua vida pessoal. Era assumido, sobre a Bíblia, o dever de preservar os mistérios do Ofício; a Palavra e os sinais eram transmitidos; as regras eram lidas, indicando ao novo maçom quais os seus deveres perante Deus, o seu Mestre e os seus Companheiros e era lida a história lendária. O Dr. Plot acrescenta a isto dois detalhes que são a utilização de aventais e a entrega ao novo maçom de dois pares de luvas brancas: um para si próprio e outro para a sua esposa.É só em 1690 que obtemos uma prova concreta do conteúdo ritualístico através do manuscrito da Casa de Registo de Edimburgo: um conjunto de perguntas e respostas descrevendo uma cerimónia simples e os sinais. De 1690 a 1729 sobreviveram até nós uma série de manuscritos impressos com perguntas e respostas, uns mais, outros menos completos. Estes demonstram um sistema simples de dois Graus (Aprendiz e Companheiro), a tomada de um juramento sobre a Bíblia, a transmissão de palavras e sinais e também um simbolismo muito simples, baseado nas ferramentas de Pedreiro.
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A referência mais antiga a um terceiro Grau, até agora, vem de 1725, embora só em 1730 tenhamos conhecimento do seu conteúdo; é nesse ano publicada por Samuel Prichard a obra A Maçonaria Dissecada. Nesta, é mostrado um sistema de três Graus (Aprendiz, Companheiro e Mestre), cada um com o seu sinal e palavra, mas existindo uma obrigação apenas no primeiro Grau. De 1770 em diante, assiste-se a um alargamento do número de perguntas e respostas, nas quais é explicada a cerimónia e o propósito de cada Grau; isto incluía ferramentas simbólicas adicionais que ilustravam a virtuosidade esperada dos Maçons (ou Pedreiros Livres - Loumac) e explicações simbólicas do mobiliário da Loja, assim como dos ornamentos usados pelos membros. Com a fusão das duas grandes lojas britânicas, em 1813, resultou a Grande Loja Inglesa; esta criou a Loja da Reconciliação, com o objectivo de elaborar um ritual uniforme a ser utilizado por todas as lojas. Este processo levou dois anos de deliberações até que em 1816 a Grande Loja reconheceu as recomendações da Loja da Reconciliação, ordenando a sua adopção por todas as lojas. Face à recusa da Grande Loja em consentir a impressão do novo ritual, este foi sendo passado oralmente, pelo que o objectivo de uniformização nunca foi verdadeiramente atingido, como é de conhecimento geral.O Rito Escocês é um dos dois ramos da Maçonaria nos quais um maçom pode progredir após chegar Mestre ( o outro será o Rito de York), desde o 4º até ao 33º Grau. Os ensinamentos morais e filosofia do Rito Escocês são baseados nos princípios encontrados na Loja Azul ou na Maçonaria simbólica. A utilização da palavra «Escocês» levou (e leva) muitos maçons pelo mundo fora a pensar que este rito teve origem na Escócia, o que não é verdade. Os historiadores procuram ainda a resposta para este facto. Na verdade, é em França que encontramos as primeiras referências a este termo, através da palavra «Ecossais». Quando, no final do séc. XVII, as ilhas britânicas foram atingidas por um surto de tifo, muitos escoceses fugiram para França, onde cultivaram os seus interesses maçónicos; pensa-se estar aí a origem do termo Escocês. Os primeiros registos deste termo remontam a meados do séc. XVIII, indiciando o inicio do Rito em Bordéus; daí terá sido levado para colónias francesas na Índias Ocidentais e posteriormente para os Estados Unidos.
quarta-feira, 26 de março de 2008
O olho de Hórus

A MAÇONARIA E O ANTIGO EGIPTO:
Esta secção refere-nos a ligação entre a Maçonaria e o Antigo Egipto, que tem largamente sido relatada através de lendas, como a do assassínio do mestre Hiram Abiff. Sempre que seja propício, novos artigos serão publicados, tentando estabalecer uma relação mais concreta entre ambos.I – O ASSASSÍNIO DE HIRAM ABIFF"A lenda do Mestre Construtor [Hiram Abiff] é a grande alegoria maçónica. Na realidade, a sua história figurativa é baseada numa personalidade das Sagradas Escrituras, mas os seus antecedentes históricos são de acontecimentos e não da essência; o significado reside na alegoria e não em qualquer facto histórico que possa estar por detrás."- A.E. Waite, New Encyclopedia of Freemasonry A lenda de Hiram Abiff está intrinsecamente ligada às origens do Templarismo Germânico. "Alguns deste manuscritos do século XVII [preservando as 'Old Charges'] não se referem a Hiram Abif, o que levou alguns a crer que esta «personagem» seria uma invenção de um período mais recente. Todavia, o nome Hiram Abif era meramente uma das designações desta figura fulcral; ele é também mencionado como sendo Aymon, Aymen, Amnon, A Man ou Amen e, por vezes, Bennaim. É dito que Amen é a palavra hebraica para 'aquele em que se confia' ou 'o crente', o que se aplica perfeitamente ao papel de Hiram Abiff. Mas é também sabido que Amon or Amen é o nome do deus ancestral da criação de Thebas, a cidade de Sequenere Tao II. Poderá aqui existir uma ligação ancestral?"- Christopher Knight & Robert Lomas, The Hiram Key: Pharaohs, Freemasons and the Discovery of the Secret Scrolls of Jesus.
"Para o construtor iniciado, o nome Hiram Abiff significa 'Meu Pai, o Espírito Universal, uno em essênciao, três em aparência.' Ainda que o Mestre assassinado seja o estereotipo do Mártir Cósmico – O Espírito crucificado do Bem, o Deus moribundo – cujo Mistério é celebrado por todo o mundo.""Os esforços levados a cabo para descobrir a origem da lenda de Hiram demonstram que, apesar da forma relativamente moderna de representação da lenda, os seus princípios fundamentais remontam a uma longínqua Antiguidade. É habitualmente reconhecido pelos estudiosos maçónicos que a história do martirizado Hiram é baseada em antigos rituais egípcios do deus Osiris, cuja morte e ressurreição retratam a morte espiritual do Homem e sua regeneração através da iniciação nos Mistérios. Hiram é também identificado com Hermes através da inscrição na Placa de Esmeralda."- Manly P. Hall, Masonic, Hermetic, Quabbalistic & Rosicrucian Symbolical Philosophy "De acordo com as Escrituras, Hiram não era um arquitecto, mas um mestre no trabalho do latão e bronze. Ele não terá sido assassinado, mas terá vivido para ver o templo construido, tendo então regressado à sua terra natal."- Baigent & Leigh, The Temple and the Lodge "A única explicação razoável para se ter chegado ao verdadeiro nome do heroi maçónico é que Hiram significava 'nobre' or 'real' em Hebreu, enquanto Abiff foi identificado como sendo francês antigo para 'o que se perdeu', originando uma descrição literal de 'o rei que se perdeu'."- Christopher Knight & Robert Lomas, The Hiram Key: Pharaohs, Freemasons and the Discovery of the Secret Scrolls of Jesus Knight e Lomas avançam a teoria de que Hiram Abif era, na realidade, Sequenere Tao II, o verdadeiro rei egípcio que viveu em Thebas, cerca de 640 kilómetros a sul de Hyksos, capital de Avaris, perto dos limites do reino de Hyksos. Sequenere era o "novo rei do egipto, que não conhecia José", que foi vizir por volta de 1570 A.C. Apophis, especula-se, quereria conhecer os rituais secretos de Horus, que permitiam ao faraós transformarem-se em Osiris na morte e viver eternamente como uma estrela. Apophis enviou homens a seu soldo para extrair a informação de Sequenere, mas ele mais facilmente morreria com violentas pancadas na cabeça antes de contar alguma coisa; na verdade, foi o que aconteceu. A identificação de Hiram Abif como sendo Sequenere baseia-se no crânio da múmia, o qual parece ter sido esmagado por três golpes aguçados, como os que foram deferidos em Hiram Abif. E quanto aos assassinos descritos no folclore maçónico como Judeus? Knight e Lomas sugerem que estes serão dois dos irmãos expatriados de José, Simeon e Levi, auxiliados por um jovem padre de Thebast. Como prova, Knight e Lomas apontam a múmia encontrada ao lado da de Sequenere. O corpo não embalsamado pertencia a um jovem que morreu com os orgãos genitais cortados, e com um estertor de agonia no rosto. Teria ele sido enterrado vivo como castigo pelo seu crime? "Os rituais maçónicos referem Hiram Abif como o 'Filho da Viúva'... na lenda egípcia, o primeiro Horus foi concebido após a morte de seu pai, pelo que a mãe já era viúva mesmo antes da concepção. Parece lógico que, todos os que, daí em diante, se tornaram Horus, i.e., os reis do Egipto, se apelidaram de 'Filho da Viúva'" [ver «Isis, the Black Virgin» para mais informação.]- Christopher Knight & Robert Lomas, The Hiram Key: Pharaohs, Freemasons and the Discovery of the Secret Scrolls of Jesus.
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II - THOTH E ENOCH“No antigo Egipto, aos engenheiros, projectistas, e maçons que trabalhavam nos grandes projectos arquitectónicos era concedido um estatuto especial. Eram organizados em corporações (ou associações) de elite…”“Foram encontradas, pelo arqueólogo Petrie, provas da existência dessas corporações especiais, durante as suas expedições ao deserto do Líbano em 1888 e 1889. Nas ruínas de uma cidade construída por volta de 300 a.C., a expedição do dr. Petrie descobriu diversos registos em papiro. Uma parte descrevia uma corporação que mantinha reuniões secretas por volta de 2000 a.C.. A corporação reunia-se para discutir o nº de horas de trabalho, salários e regulamentos do trabalho diário. Reunia-se num local de culto e providenciava apoio a viúvas, orfãos e trabalhadores em dificuldades. Os deveres organizacionais descritos nos papiros são extremamente semelhantes áqueles atribuidos ao ‘Vigilante’ e ‘Venerável’ num ramo moderno da…. Maçonaria.”- William Bramley, The Gods of Eden “Eu sou o grande Deus na barca divina… sou um simples padre no inferno da sagração de Abido, subindo a degraus mais altos da Iniciação… sou o Grande Mestre dos artífices que elevaram o arco sagrado como suporte.”- Thoth to Osiris, The Egyptian Book of the Dead“De acordo com uma velha tradição maçónica, o Deus egípcio Thoth ‘teve grande participação na preservação do conhecimento do ofício maçónico e na sua transmissão á humanidade após as grandes cheias…’- David Stevenson, The Origins of Freemasonry“…O autor de um estudo académico bem fundamentado [The Origins of Freemasonry]… chegou ao ponto de dizer que, no ínicio, os Maçons consideravam Thoth como o seu patrono.”“…O Livro de Enoch foi sempre de grande significado para a Maçonaria, e… certos rituais anteriores à época de Bruce (1730-1794) identificavam Enoch com Thoth, o Deus egípcio da Sabedoria.” Na Royal Masonic Cyclopaedia há uma entrada referindo que ‘Enoch é o inventor da escrita’, ‘que ensinava aos homens a arte da construção’ e que, antes das cheias, ele ‘temia que os verdadeiros segredos se perdessem – para o prevenir este escondeu o Grande Segredo, gravado numa pedra de pórfiro e enterrado nas entranhas da Terra’.”- Graham Hancock, The Sign and the Seal.
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