quinta-feira, 17 de abril de 2014

Pensamento do Dia - Nietzsche

O Despertar


Anos após anos, o povo brasileiro vem sendo atingido por uma avalanche de ações e atos desanimadores, dando ensejo à indignação silenciosa, que, aos poucos, foi tomando vulto, constituindo-se em estado de espírito desalentador, frustrando sonhos nacionalistas e a esperança de um melhor porvir.
O sentimento de revolta, que se encontrava sufocado, desabrochou e tomou forma, constituindo-se, no momento atual, em constantes demonstrações de civismo, em todo o território nacional, motivadas pelos descalabros que assolam o País, exigindo das autoridades, em todos os níveis de governo, providências e soluções imediatas. Gesto de cidadania que cria a esperança de dias melhores, diante da absoluta necessidade, também, de quem sejam banidos os desregramentos morais decorrentes da avassaladora corrupção.
A maçonaria, apartidária e historicamente solidária com a vontade popular, sempre agiu, sem alarde, nos grandes momentos políticos contra os ardis e as sutilezas, tão perversos à Pátria; nunca se emudeceu diante de situações em que o bem comum é marginalizado e quando, por isso, se insinua uma debilidade das Instituições em rota de colisão com o direito dos cidadãos.
Desta feita, coerentemente com as suas tradições, diante do uníssono grito popular desprovido de partidarismo, que envolve todos os segmentos sociais, com a efetiva participação de crianças, adolescentes, adultos e idosos, exercendo a plenitude democrática, há de reconhecer a legitimidade dos interesses postos nesses magníficos e ordeiros movimentos contrários às chicanas e que chamam por políticas públicas voltadas à justiça social, sem especulações ou demagogias, enfim, honestas e sérias. Obviamente, repudia os atos de vandalismo e hostilidade de uma minoria que se infiltra, subversivamente, em tentativa de quebrar a consciência pacifista da legítima mobilização popular.
Em sua, há de se respeitar a individualidade, para que a consciência cidadã prevaleça.
O Brasil acima de tudo!
Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral



quinta-feira, 13 de março de 2014

CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22 ORIENTE DE SÃO JOAQUIM-SC – FILIADA AO G.O.S.C



CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22 ORIENTE DE SÃO JOAQUIM-SC – FILIADA AO G.O.S.C
Vivemos um dos momentos mais difíceis de nossa história.
O povo está sendo mantido na ignorância e sustentado por um esquema que alimenta com migalhas a miséria gerada por essa mesma ignorância.
A tirania mudou sua face. Já não encontramos os tiranos do passado que com sua brutalidade aniquilavam as cabeças pensantes, cortando o pescoço. Os tiranos de hoje saqueiam a Pátria e degolam as cabeças de outra forma. A tirania se mostra pela corrupção que impera em todos os níveis.
Encontramos mais viva do que nunca as palavras do Imperador Romano Vespasiano que na construção do Grande Coliseu disse: “DAI PÃO E CIRCO PARA O POVO”. Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos, especialmente sob a influência da televisão, que dá ao povo essa fartura de “pão” e de “circo”. Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções.
Agora vemos a Pátria sendo saqueada para a construção de monumentais estádios de futebol, atualmente chamados de arenas, nos moldes do que era o Coliseu, uma arena. Enquanto isso os hospitais estão falidos, arruinados, caindo aos pedaços.
Brasileiros morrem nas filas e nos corredores desses hospitais; já outros filhos da Pátria morrem pelas mãos de bandidos inescrupulosos que se sentem impunes diante de um Estado inoperante, ineficiente e absolutamente corrompido. Saúde não existe, educação não há, segurança, muito menos.
Porém, a construção dos “circos” continua ! Mas o pão e o circo também vêm dos “Big Brothers” das “Fazendas”, das novelas que de tudo mostram, menos verdadeiros valores e virtudes pessoais. Quanto mais circo, mais pão ao povo. E o mais triste é que o povo, mantido na ignorância, é disso que mais gosta.
Nas tardes, manhãs e noites, não faltam essas opções de “lazer”. O Coliseu está entre nós. O circo está entre nós.
Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo, mantendo o povo dependente do esquema subtraindo-lhe a dignidade e a capacidade de conquistar melhores condições de vida com base em suas qualidades, em seus méritos, em suas virtudes. Agora, o circo se arma em torno do absurdo que se coloca à população de que o problema de saúde é culpa dos médicos. Iludem e enganam o povo, pois fazem cair no esquecimento o fato de que o problema de saúde no Brasil é estrutural, pois o cidadão peregrina sem encontrar um lugar digno,nem mesmo para morrer.
Então, absurdamente, em desrespeito aos filhos da Pátria, são capazes de abrir as portas para profissionais estrangeiros, alguns poucos não cubanos. Os tiranos têm a audácia de repassar R$ 40.000.000,00 mensais que são sangrados dos cofres públicos para sustentar um outro governo falido e também tirano, o cubano; um dinheiro sem controle e sem fiscalização. Os pobres profissionais que de lá vêm, não têm culpa. É um povo sem liberdade, sem direito de expressão, escravo da tirania. Esses médicos recebem migalhas daquele governo. Mal conseguem sustentar a si e a seus familiares.
Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente enviados para Cuba solucionariam o problema de inúmeros pequenos hospitais pelo interior deste País. Mas não é a isto que ele servirá. Nós estamos a financiar um trabalho explorado, escravizado, de profissionais que não têm asseguradas as mínimas condições de dignidade de pessoa humana, porque simplesmente não são homens livres.
E nós, brasileiros, devemos nos envergonhar de tudo isto, porque estamos sendo responsáveis e coniventes por sustentar todo esse esquema, todos esses vícios, comportando-nos de maneira absolutamente inerte. Esses governantes, que tanto criticam o trabalho escravo, também não esclarecem à população o fato de um médico brasileiro receber o mísero valor de R$ 2,00 por uma consulta pelo SUS.Do valor global anual que recebem, ainda é descontado o Imposto de Renda, através de uma escorchante tributação sobre o serviço prestado, que pode chegar ao percentual de 27,5%.
Em atitude oposta, remuneram aqueles que não são filhos da Pátria, os estrangeiros, com o valor de R$ 10.000,00 mensais por profissional, cabos eleitorais desses governantes.
Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos de carreira, à beira da aposentadoria, com dedicação de uma vida inteira, receberão quando da aposentadoria metade do valor pago ao estrangeiro.
Não podemos aceitar a armação desse circo, em cujo picadeiro o povo brasileiro é o palhaço !
A Maçonaria foi a grande responsável por movimentos históricos e por gritos de liberdade em defesa da dignidade do homem. Foi por Maçons que se deu o grito de Independência do Brasil, da Proclamação da República, da Abolição da Escravatura. Foi por Maçons que se deu o brado da Revolução Farroupilha.
E o que está fazendo a Maçonaria de hoje ao ver o circo armado, com a distribuição de um pão arruinado pelo vício que sustenta essa miséria intelectual ? Não podemos ficar calados e inertes !
A Maçonaria, guardiã da liberdade, da igualdade e da fraternidade, valores que devem imperar entre todos os povos, precisa reagir, precisa revitalizar seu grito, seu brado para a libertação do povo. Esse é o nosso dever, pois do contrário não passaremos de semente estéril, jogada na terra apenas para apodrecer e não para germinar.
A Loja Maçônica Acácia das Neves incita a todos os Irmãos: para que desencadeemos um movimento de mudança, de inconformismo, fazendo ecoar de forma organizada, a todas as Lojas e os Maçons desta Pátria, o nosso dever de cumprir e fazer cumprir a nossa missão de levantar Templos à virtude e de cavar masmorras aos vícios !

Fraternalmente,
Alaor Francisco TissotGrão-Mestre – GOSC
Texto extraido:


Lígia Ferreira
Folha Política

terça-feira, 4 de março de 2014

O ágape na maçonaria não é confraternização, é parte do ritual







A espiritualidade é regida pelo princípio da temperança. O caminho de Buda é o arcano XIIII do tarot. Nem muito, nem pouco; o necessário. Quanto maior o conhecimento dos dois lados mais justa e perfeita será a justa medida. Quanto maior o anjo maior o demônio. A busca espiritual é regida pela lei da dualidade e a dualidade não é apenas o maniqueísmo entre o bem e o mal, mas também o número 2. Todas as leis cósmicas estão em harmonia e não existe lei cósmica alguma que possa ser interpretada à sombra das outras. As leis cósmicas são luzes e luzes se somam, não se anulam. Assim como o 1 faz o 2 o 2 faz o 3. A dualidade do 2 gera a trindade do 3 e o 3 é o caminho do meio. Os dois caminhos opostos geram um terceiro: o caminho do meio. Sem o 2 não há o 3. É preciso passar pelo 2 para chegar ao 3. Quem se isola no 1 não alcança o 2 e quem não passa pelo 2 não chega ao 3 e o 3 é o objetivo. O 2 possui o 1 e o 3 possui o 2 e o 3. No 3 está a lei dos ciclos, quando tendo completado a volta se compreende o todo em harmonia alcançando-se uma nova etapa de compreensão. O 3 é o objetivo e não se alcança um objetivo sem percorrer as etapas necessárias. É preciso compreender o 1 e o 2 para chegar ao 3. O 3 compreende o 2 e o 1 e o 2 compreende o 1.
Todo ensinamento exotérico da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) possui o seu equivalente esotérico e vice-versa. Não há dogma da ICAR que vá de encontro à Verdade, pois os dogmas da ICAR são as manifestações da Verdade no 1. O caminho do 1 é o exotérico, é o dogma. O caminho do 2 é o esotérico; o esotérico existente no dogma no 1 e que acaba sendo erroneamente interpretado pelas pessoas como uma mera negativa ou antítese do dogma. A ignorância do 2 resulta na ignorância do maniqueísmo de seguir e negar cega e sumariamente todo dogma. O caminho do 3 é a ciência do 1 e do 2; a compreensão da harmonia e da unidade entre o exotérico e o esotérico. O 3 é a percepção da visão de Deus da ponta de cima do triângulo e de que Deus está além do bem e do mal porque está acima. O maçom, como buscador da Verdade, não pode ser escravo do maniqueísmo entre as pontas de baixo do triângulo, pois seu objetivo é ser como Deus e Deus não está nas pontas de baixo. Tanto não cabe ao maçom ser escravo do dogma quanto não lhe cabe ser escravo da absoluta e completa rejeição do mesmo, pois então não seria livre. O maçom deve ser o 3 e o 3 é o equilíbrio, resultante da ciência do bem e do mal, entre o 1 e o 2.
O ágape na atual maçonaria especulativa não é uma exclusividade da atual maçonaria especulativa. O ágape é tão antigo quanto as escolas de mistérios no planeta Terra. Se engana o maçom que pensa que o ágape foi inventado pela maçonaria e que após as sessões ele faz algo jamais visto no mundo. O ágape sempre fez parte das reuniões entre os Iniciados, inclusive desde a antiguidade. Entretanto, o modo como o ágape vem sendo conduzido pela atual maçonaria especulativa está cada vez mais distante do verdadeiro sentido do ágape para uma ordem iniciática como a maçonaria. Cada vez mais o ágape vem sendo conduzido como uma mera confraternização entre os irmãos após as sessões. Assim como no mundo profano as pessoas se reúnem pelos mais diversos motivos para comer e beber, os maçons têm conduzido o ágape como uma mera reunião de comes e bebes entre amigos, esquecendo-se do caráter sagrado do ágape que deve haver na maçonaria, pois a maçonaria é sagrada e o sagrado deve gerar o sagrado, assim como o profano gera o profano. O ágape na maçonaria não deve ser uma mera confraternização entre irmãos, mas deve ser o que sempre foi para os Iniciados: uma parte do ritual.
Quando uma pessoa recebe um comentário negativo de alguém ela se coloca em uma posição de perfeição negando sumariamente o comentário que recebeu e desqualifica seu crítico para desqualificar o comentário recebido. A pessoa criticada sequer chega a ponderar sobre o comentário negativo que recebeu para avaliar o quanto aquilo poderia estar correto. Muita baboseira é dita em relação à maçonaria, mas algumas coisas acabam tendo sentido se considerada a postura como a atual maçonaria especulativa vem conduzindo a maçonaria. Há quem diga que a maçonaria é uma mera reunião de homens que se juntam para comer e beber. Em termos tal afirmação não há de ser desqualificada, considerando que a atual maçonaria especulativa vê o ágape como uma mera confraternização entre os irmãos após as sessões para estreitar os laços fraternos. Se a maçonaria não concorda com a opinião dos que dizem que ela é uma mera reunião de homens que se juntam para comer e beber, a maçonaria deveria avaliar se o seu ágape não se transformou em uma mera confraternização com comida e bebida. A transformação da visão externa é de dentro para fora, inclusive a maneira de como o mundo profano vê a maçonaria.
O ágape sempre fez parte dos rituais dos Iniciados. Hoje o acesso a um templo é fácil e cômodo. É possível encontrar lojas maçônicas na esquina, no próprio bairro e a poucos minutos de automóvel. Na antiguidade o caminho até um templo era difícil para muitos. Iniciados faziam verdadeiras peregrinações, até mesmo de meses, para chegar a um templo. Os templos ficavam até mesmo em lugares de difícil acesso físico para que se ocultassem dos olhares profanos. Tudo era mais difícil no plano material. O ágape na antiguidade era também uma forma de satisfazer a necessidade fisiológica de nutrição após todo o esforço físico para participar de um ritual. Pessoas que tinham passado por grandes restrições físicas para chegar ao templo e participar do ritual tinham então o momento para se alimentar e se recompor. O Iniciado, mesmo após todo o esforço físico para participar de um ritual, faminto, diante da oportunidade de saciar sua fome e sem certezas sobre o seu retorno, se portava de uma forma introspectiva e contemplativa, pois o Iniciado sabe da importância da introspecção e da contemplação. A sabedoria vem pela introspecção e contemplação e não é à toa que o mundo profano trabalha contra isto, inclusive demonizando tais comportamentos.
Pessoas gostam de rezar ou orar antes de suas refeições como uma forma de gratidão a Deus pelo alimento. Mas basta que digam o “amém” para que comecem a comer feito porcos. À mesa gritam, faltam alto, deixam a televisão e o aparelho de som ligados da pior maneira possível, falam de assuntos absurdamente tolos, inúteis e abomináveis, atacam verbalmente os outros, presentes ou não, com indiretas ou diretas, falam sobre as intimidades das relações sexuais, inclusive sobre a vida sexual dos outros, e tratam o ritual de alimentação como se estivessem defecando no banheiro. É evidente que não adianta agradecer a Deus antes de comer e depois comer com o Diabo, fazendo do ritual de alimentação um banquete no inferno. A “gratidão” a Deus, essa “gratidão” que virou moda falar para tudo quanto é coisa - “gratidão” para cá, “gratidão” para lá -, não se dá por palavras, mas pela conduta. Assim como o que importa em relação ao Amor não são as palavras, mas a conduta. A gratidão a Deus pelo alimento não vem pelas rezas e orações ou por só comer verdurinhas, mas pelo respeito ao ato de se alimentar, alimentando-se conscientemente durante todo o ritual de alimentação, estando consciente do que aquilo representa na Criação.
A maçonaria preza pela fraternidade não apenas entre os irmãos, mas também com as cunhadas e os sobrinhos. Isto é bom, mas a obrigação ritualística deve sempre ser obedecida e estar acima dos interesses pessoais e transitórios. Um dos objetivos do maçom como iniciado em uma ordem iniciática é perpetuar a ordem através da obediência incondicional às leis maçônicas e à ritualística. Da mesma forma que as cunhadas e os sobrinhos não participam das sessões fechadas também não devem participar do ágape, pois o ágape faz parte do ritual. A maçonaria dá às cunhadas e aos sobrinhos incontáveis oportunidades de viverem a fraternidade maçônica, mas esta confraternização não deve ser feita no ágape. A função do ágape não é confraternizar. Quando um homem ingressa na maçonaria, por mais que a ordem inclua a família do maçom, este é o seu caminho. A evolução espiritual é sempre um caminho individual. Cada um evolui conforme seus próprios méritos. Todos evoluem individualmente e se a maçonaria é o caminho do maçom, as cunhadas e os sobrinhos também terão os seus caminhos. O desejo de ser amigo de todo mundo não pode se colocar acima da obediência à ritualística.
O caminho do 1 é o caminho do medo; o de se subjugar a Deus por temer os efeitos da desobediência - a ira de Deus e o sofrimento eterno da alma -. No caminho do 1 há o Deus que criou o homem para adorá-lo e isto se traduz no temor a Deus por ele ser todo poderoso. Se no caminho do 1 há o temor a Deus pelo receio dos efeitos da desobediência, no caminho incompreendido do 2 há o Deus que não precisa ser temido, pois “Deus é amor”, e o temer a Deus do 1 é apenas uma forma de opressão e controle. No 1 há o temor a Deus e no 2 incompreendido – compreendido no maniqueísmo e como antítese do 1 – nega-se a necessidade de temer a Deus. O 3 mostra que pode haver Amor no reconhecimento do poder de Deus. O maçom só é maçom quando compreende o 3 e vive em paz com o reconhecimento do poder supremo do Supremo Arquiteto do Universo. Para quem vive o 1 e não compreende o Amor de Deus, Deus deve ser apenas temido; para quem vive o 2 e não compreende o poder de Deus, Deus é apenas um bom camarada, mas quem vive o 3 compreende que amar a Deus, ser amado por Deus e estar sujeito ao seu poder supremo podem estar em harmonia. Os dogmas da ICAR que ressaltam o poder de Deus fazem parte do triângulo equilátero.
A compreensão do 3 pelo maçom resulta em seu respeito a Deus e ao modo como Deus faz as coisas; o respeito que vem não pelo medo, mas justamente por viver a harmonia entre amar a Deus, ser amado por Deus e estar sujeito ao seu poder supremo. A alimentação é um dos modos de como Deus faz as coisas. O processo de se alimentar é o sistema que Deus tem para o homem se nutrir e se Deus tem este sistema ele deve ser respeitado. O Iniciado respeita o ágape porque no ágape o homem se alimenta e a alimentação é como Deus faz as coisas. Por isto a alimentação deve ser respeitada e ser feita com consciência, na introspecção e contemplação natural que acompanham todo Iniciado. Em todo o processo da alimentação o Iniciado deve estar ciente de que este é o modo como Deus faz as coisas e respeitar este ato é respeitar o próprio Deus. Os Iniciados da antiguidade realizavam o ágape como parte do ritual pela consciência da importância da alimentação por ser a alimentação o modo como Deus faz as coisas, não para confraternizar. Os Iniciados tinham tanta consciência do sagrado que tornavam tudo sagrado, inclusive o ato de se alimentar. O Iniciado consagra, o profano profana. O ágape deve ser consagrado, não profanado.
O ágape não é uma mera confraternização de pessoas que se reúnem para comer e beber bem, mas é parte do ritual. Sendo parte do ritual, o ágape deve ser conduzido e respeitado como tal, assim como se conduz e se respeita o ritual dentro do templo. Em seu escopo de estreitar os laços da fraternidade o ágape não é um fim, é um meio. Os maçons não devem ter o ágape para comemorar a fraternidade, mas para estreitar os laços que os levarão às coisas maiores em favor da humanidade. A informalidade do ágape abre portas que não poderiam ser abertas no ritual, mas as portas são muitas e cabe a cada maçom escolher qual porta quer abrir, já que as chaves lhe serão dadas. Há os que consideram a maçonaria como uma associação de homens de negócios que se reúnem com o intuito de estreitar as relações comerciais e utilizam o ágape para estreitar tais relações, vendo o ágape como a oportunidade para conversar sobre negócios e ganhar dinheiro. É na liberdade da informalidade do ágape que cada maçom irá externalizar o que verdadeiramente espera da maçonaria. A última ceia de Jesus Cristo foi um ágape e aqueles que Jesus expulsou do templo foram aqueles que queriam se aproveitar das escolas de mistérios para enriquecer.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Os Templários por Charles Bispo

Os Templários
 
 
 
     Nos séculos XII e XIII, embora o cavaleiro fosse o combatente por excelência, não podia ser considerado como um verdadeiro “profissional da guerra”, pois sua atividade era apenas sazonal. O sistema militar ocidental estava baseado nas relações feudo-vassálicas, as quais foram readaptadas, mais tarde, às condições das cruzadas. A expressão “guerreiro profissional” melhor se aplica aos “cottereaux” ou aos “brabançons”, mercenários desprezados mas necessários aos exércitos medievais. Isso significa que os exércitos feudais não eram exércitos profissionais e, muito menos, permanentes. Longe disto...
     Esse papel só seria desempenhado, mais adiante, pelas ordens militares, em contextos e condições bem diferentes conforme os lugares em questão. Na Terra Santa, os estatutos hierárquicos do Templo, primeira parte dos retrais, acrescentados à regra (artigos 77-197), constituiram um código militar sem equivalente nas outras ordens, além de único na Idade Média.. Aborda precisamente a experiência da guerra no ultramar e demonstra claramente a transformação dos belicosos, mas indisciplinados grupos de guerreiros que acompanhavam seus suseranos na guerra, em um determinado, coeso, experiente exército regular, o qual, além disso passou a ser dotado do “esprit de corps”.
     Contudo, mesmo em relação aos “pobres soldados do Templo de Salomão”, nem sempre foi assim. Miguel, o Sírio, que revelou alguns detalhes sobre a origem dos templários, escreveu: “Embora sua instituição primitiva servisse para os peregrinos irem lá rezar e para os escoltar na rua, em seguida eles passaram a ir à guerra contra os turcos.”
     Muito cedo, de fato, os templários e os hospitalários foram integrados nos exércitos reais o Ultramar (a partir de 1129, em Damasco, no caso dos templários). Mas não se pode esquecer que a missão primordial tanto doTemplo quanto do Hospital era a de proteger os peregrinos. Em Jerusalém, por exemplo, um grupo de 10 templários era especialmente encarregado de “conduzir e proteger os peregrinos que iam ao flum Jordan (o Jordão)”.
     A Ordem do Templo (como as outras ordens) adotava vários signos que manifestavam tanto o “pertencimento” de seus membros como sua própria “identidade”. O sinal mais carregado de significação, depois do hábito, era sua bandeira ou “gonfalão”. Disso nos dão conta não só os retrais dos mestres do Templo, como também os cronistas da época. Bandeira, bandeirola, estandarte, gonfalão designam formas diferentes. Porém, a palavra latina do tempo era vexillum, a qual foi traduzida no francês dos retrais por gonfanon ou confanon (gonfalão) ou por enseigne (bandeirola), isso valia tanto para designar a bandeira do Templo como a dos Hospital de São João.
 
     Este estandarte, chamado “Baucéant”, embora grafado de maneiras diversas, tais como “Baucéant”, “Beauceant”, “Baucent” ou “Baussant”, tem sido muito discutido pelos estudiosos do mito templar. À respeito dele, como seria de se esperar, surgiram incontáveis teorias (algumas estapafurdias) mas, hoje em dia, chegou-se perto de um consenso. Geralmente é descrito como sendo preto e branco (ou prata e sablé, na terminologia heráldica), tendo na parte branca a cruz vermelha da Ordem. Outros especialistas, porém, afirmam que apesar de ser realmente preto e branco, o gonfalão não trazia qualquer cruz.
     Enfim, com a cruz ou sem ela, um estandarte que unisse tal par de opostos, possivelmente se destacaria melhor à luz crua que incidia sobre as areias do deserto e seria visível a todos, mesmo à distância.
     Como todo estandarte militar, também é provável que o Beaucéant, simbolicamente, representasse toda a Ordem, tanto “fisica”, quanto “espiritualmente”. Talvez por isso, o grito de guerra dos cavaleiros do Templo fosse: “A mim, senhor! Beauceant, socorro!”.
     O gonfalão também era hasteado quando o Templo tomava posse de um território ou de um “ bem”.
     A forma e as cores das bandeirolas das ordens sempre foram variadas, mas na Cronica majora de Mateus Paris estão desenhadas as vexilla do Templo e do Hospital, e o gonfalão do Templo realmente aparece como um retângulo vertical preto e branco. Aliás, por essa razão era chamado baucent (baussant), que significava simplesmente “bipartido preto e branco” (dizia-se também que um cavalo preto e branco era baucent).
     O étimo que faz baucent significar “vale cem” é evidentemente fantasioso. Isso equivaleria a dizer que “um templário valia por cem combatentes”, afirmativa sem dúvida exagerada, mesmo levando-se em conta sua bravura e destemor
Ponto de concentração dos cavaleiros em combate (e sua referência maior), o gonfalão era nomeado como se fosse uma “pessoa”. Por exemplo, “Bauceant acampando”, “bebendo água”, “detendo-se” e assim por diante. Durante as lutas, não se podia abandonar o campo de batalha enquanto o gonfalão estivesse erguido e, caso viesse a ser “abatido” ou “capturado” pelo inimigo, os irmãos templários deveriam se reunir ao gonfalão do Hospital (prioritariamente) ou a qualquer outra bandeira cristã.
     Abandonar o gonfalão do qual se estava encarregado para fugir de medo ao inimigo era falta gravíssima e significava a “perda da casa”. Deixá-lo para golpear o adversário (no ardor do combate) ou para atacar sem autorização acarretava a “perda do hábito”, punição enriquecida às vezes com a proibição de carregar o gonfalão no futuro. Os estatutos das outras ordens eram menos precisos. Mas, a partir das indicações dos retrais do Templo, pode-se pensar que o gonfalão do Hospital tinha um papel idêntico de representação da ordem. Aliás, havia gonfaloneiros nas duas ordens.
 
     Um certo número de dignitários do Templo dispunha permanenternente de um gonfalão: o mestre, o senescal, o comendador de Jerusalém, os comendadores de Trípoli e de Antioquia e, é claro, o gonfaloneiro... Este cavaleiro, cercado por um grupo de no máximo dez outros guerreiros, era encarregado de mantê-lo erguido no campo de batalha. Por precaução, o comendador dos cavaleiros dispunha de um gonfalão de reserva, enrrolado. Era terminantemente proibido baixá-lo até mesmo para atacar, porém, como o gonfaloneiro o trazia provavelmente fixado na extremidade de uma lança, esta determinação nem sempre era cumprida à risca. Por razões obvias...
     Durante o combate os cavaleiros usavam couraça e cota de malha. Tinham como armas uma espada pesada, a lança, o punhal e o maço de pontas e seus cavalos de combate eram os melhores da época.
     O conjunto dos irmãos combatentes, cavaleiros ou sargentos, formava o “convento”, termo que não deve ser confundido com a “edificação física”, pois, neste contexto, faz referência à companhia.
     Sobre suas acomodações na Terra Santa, os templários viviam em estage, isto é, na caserna, ou então num herberge, isto é, um acampamento.
     Quando estavam em operação, os cavaleiros eram formados “en route”, cuja disposição diferia conforme a situação de paz ou de guerra.
     Em tempos de paz, os irmãos cavalgavam sobre mulas ou cavalos ordinários, com os escudeiros à sua frente, estes conduzindo as bestas de carga, que levavam o equipamento e o material de acampamento.
     Aliás, regra distinguia até mesmo a cavalgada em “terra de paz” (território pacificado e seguro) e a cavalgada em “terra de alerta” (território mal controlado, provavelmente fronteiriço):
     “ Os irmãos, se passarem por água corrente em terra de paz, podem dar de beber aos animais se quiserem, mas que não se demorem. E se passarem por água em terra de alerta, o gonfalão (aquele que leva a bandeira e comanda o destacamento) atravessa sem dar de beber; não devem fazer isso sem tranqüilidade.”
Em tempos de guerra, os templários adotavam um comando distinto da organização normal da ordem. O mestre mantinha a preeminência, mas o marechal se tornava o comandante-em-chefe. Sob suas ordens, o submarechal se ocupava das armas; o turcoplier, dos turcoples e dos sargentos; o gonfaloneiro, dos escudeiros. Os irmãos eram então dispostos em “escala” ou “esquadrão”, montando ainda cavalos ordinários, mas já vestindo armadura. Os escudeiros, colocados à frente dos cavaleiros, levavam espadas e lanças, ao passo que outros, mais atrás, conduziam os destriers, ou cavalos de batalha. A formação em esquadrão era específica da época de guerra. Neste caso, o esquadrão ficava disposto em escala, durante os deslocamentos, ou em linha, no campo de batalha, quando o exército se preparava para atacar.
A distinção entre cavalgada em tempo de paz e cavalgada em tempo de guerra é fundamental:
     “Quando o convento cavalga pela estrada, o gonfalofleiro deve ir à frente do gonfalão e deve fazê-lo ser conduzido por um escudeiro ... E quando está em guerra, e os irmãos vão em escala, um turcople deve conduzir o gonfalão”.
     Os templários dividiam-se entre a vida conventual e a vida dos acampamentos, entre a “casa” (qualquer estabelecimento estável) e as barracas.
     Quando cavalgavam, os irmãos pegavam os cavalos da caravane e as bestas de carga do sommaige (o comboio dos equipamentos).O roupeiro distribuía as roupas e o material para dormir: a carpite, ou grossa coberta “para cobrir a cama ou seus pescoços enquanto cavalgam”; sacos, um dos quais feito de malhas de ferro (o treslis) para transportar roupas e cotas de malha. O equipamento e o material de acampamento eram carregados sobre bestas de carga, ao passo que os irmãos montavam cavalos ou mulas.
     Ao cavalgar, um irmão podia se aproximar de outro e lhe falar, mas sob a condição de obter licença do marechal e tomando cuidado de “ir e vir sob o vento”, caso contrário “a poudre (poeira) causaria problemas e aborrecimento à marcha”.
     O marechal ordenava a parada gritando: “Acampai, senhores irmãos, por Deus.”
Havia vários tipos de abrigo: em dormitório, sob a tenda e, sobretudo em caso de guerra, “abrigo em hotel” ou “de escala”, neste caso, às vezes simples interrupções de inspeção, necessárias para, por exemplo, proteger os víveres. Havia também paradas mais ou menos longas, quando instalavam emboscadas. Quando isso acontecia, “não se devia então “tirar nem freio nem sela”.
     O material de acampamento era composto de tendas: o mestre tinha direito a tendas redondas, aguiílier e/ou grebelure, esta menor que aquela, cabendo aos irmãos cuidar das estacas e postes (“laborar encaixes ou cavilhas”), assim como de suas armaduras.
     Se pretendiam demorar-se, começavam por erguer a tenda-capela, onde se reuniam para recitar as horas. (horas canônicas, segundo a regra)
     Em torno da tenda do mestre eram dispostas as do comendador da Terra e a tenda da carne. Depois as outras.
     De fato, em campanha era realmente designado um “comendador da carne” para dividir a comida.
     Quantas escalas havia? Durante a guerra em Trípoli e Antioquia, formaram-se duas escalas de cavaleiros, uma sob a direção do marechal do Convento, que fora a Tripoli ou a Antioquia, outra sob a do marechal da Terra (de Tripoli ou de Antioquia).’ Não se trataria antes de “batalhas”, cada uma agrupando um certo número de escalas? Pois, segundo o texto, uma escala era colocada sob a direção de um comendador de escala que dispunha de um gonfaloneiro e de dois cavaleiros para servi-lo: “E assim como é dito do Marechal (Mareschau),é dito do conjunto dos comendadores (commandeors) que fazem escala.” As escalas de cavaleiros somavam-se aquelas dos sargentos de armas e uma de escudeiros.
     Em combate os cavaleiros pegavam sua lança e seu escudo e montavam os cavalos de batalha, os magniníficos “destriers”. Os escudeiros, que até então carregavam as armas, passavam então a conduzir as mulas e cavalos de cavalgada, enquanto aqueles que haviam conduzido os cavalos de batalha segiam o mais perto possível seus senhores, prontos a socorrê-los ou a substituir-lhes a montaria ferida ou morta.
     ”E se o Marechal e os irmãos atacam, os escudeiros que levam os cavalos de batalha devem juntar-se a seus senhores, e os outros devem pegar as mulas (sobre as quais) seus senhores cavalgam e devem permanecer com o gonfaloneiro.”
A batalha, o ataque da cavalaria pesada, era apenas um aspecto dos combates. Nada se sabe sobre o treinamento desses homens que, em princípio, chegavam ao Oriente adultos e armados, portanto formados. A regra do Tempio proibia aos templários participarem de uma justa sem autorização, mas nem sempre todas as normas eram respeitadas.
 
Afresco do Templo de Cressac
 
Fonte: Os Templários
Afresco do templo de Cressac, chamado du Dognon ...
 
 
color) b2[1],5 ��5 255);">     Em torno da tenda do mestre eram dispostas as do comendador da Terra e a tenda da carne. Depois as outras.
     De fato, em campanha era realmente designado um “comendador da carne” para dividir a comida.
     Quantas escalas havia? Durante a guerra em Trípoli e Antioquia, formaram-se duas escalas de cavaleiros, uma sob a direção do marechal do Convento, que fora a Tripoli ou a Antioquia, outra sob a do marechal da Terra (de Tripoli ou de Antioquia).’ Não se trataria antes de “batalhas”, cada uma agrupando um certo número de escalas? Pois, segundo o texto, uma escala era colocada sob a direção de um comendador de escala que dispunha de um gonfaloneiro e de dois cavaleiros para servi-lo: “E assim como é dito do Marechal (Mareschau),é dito do conjunto dos comendadores (commandeors) que fazem escala.” As escalas de cavaleiros somavam-se aquelas dos sargentos de armas e uma de escudeiros.
     Em combate os cavaleiros pegavam sua lança e seu escudo e montavam os cavalos de batalha, os magniníficos “destriers”. Os escudeiros, que até então carregavam as armas, passavam então a conduzir as mulas e cavalos de cavalgada, enquanto aqueles que haviam conduzido os cavalos de batalha segiam o mais perto possível seus senhores, prontos a socorrê-los ou a substituir-lhes a montaria ferida ou morta.
     ”E se o Marechal e os irmãos atacam, os escudeiros que levam os cavalos de batalha devem juntar-se a seus senhores, e os outros devem pegar as mulas (sobre as quais) seus senhores cavalgam e devem permanecer com o gonfaloneiro.”
A batalha, o ataque da cavalaria pesada, era apenas um aspecto dos combates. Nada se sabe sobre o treinamento desses homens que, em princípio, chegavam ao Oriente adultos e armados, portanto formados. A regra do Tempio proibia aos templários participarem de uma justa sem autorização, mas nem sempre todas as normas eram respeitadas.
 
Afresco do Templo de Cressac
 
Fonte: Os Templários
Afresco do templo de Cressac, chamado du Dognon ...
Por Charles Bispo
 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Organização de uma Oficina (LOJA)

ADMINISTRAÇÃO
Uma Oficina tem como um de seus pontos primordiais para um funcionamento justo e perfeito a troca de vibrações harmônicas entre os OObr.’.. Quanto mais se conhece a administração de uma Loja, mais competente torna-se o Maçom para exercer cada um dos cargos. É essencial que o Maçom tenha pleno conhecimento dos cargos em Loja, bem como conheça as atribuições de cada um de seus ocupantes. O número e a denominação dos cargos variam de Rito para Rito, sendo alguns cargos, no entanto, integrantes de todos Ritos. Dentre os Ritos adotados em nosso País, o RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO, adotado por esta Augusta e Respeitável Loja Simbólica, organiza-se desta forma: Ven.’.M.’., 1º Vig.’., 2º Vig.’., Orad.’., Secret.’., Tesour.’., Chanc.’., Hospit.’., M.’.de CCerim.’., 1º Diac.’., 2º Diac.’., 1º Exp.’., 2º Exp.’., Porta-Band.’., Porta- Estand.’., Porta-Esp.’., Cobr.’.Int.’., Cobr.’.Ext.’., M.’.de Banq.’., M.’.de Harm.’.M.’.Bibliotecário e M.’.Arq.’. Vale deixar claro que, tanto a definição de cargos, como a localização física dos ocupantes em Loja ainda é motivo de divergência entre os estudiosos. Adotamos aqui o entendimento dos especialistas Francisco de Assis Carvalho, Walter Pacheco Junior e José Castellani. Essa visão pode ser diferente daquela de outros Maçons. Os cargos em Loja são carregados de simbolismo, a essência maçônica. Temos a mais firme convicção disso. Entretanto, neste modesto e despretensioso trabalho, procuramos agrupar os cargos em Loja em função da condução administrativa de uma Oficina. Nunca é demais enfatizar que, mesmo com esse enfoque burocrático- -administrativo, não podemos nem devemos esquecer o sentido esotérico que cada Dignidade e Oficial devem imprimir a sua função. Afinal, somos uma Loja, e não uma repartição pública. Fique bem claro que não é pretensão nossa dissecar de forma definitiva os atributos de cada cargo e todas as inúmeras obrigações das dignidades e Oficiais de Loja. Existe uma extensa literatura, de competentes autores, nacionais e estrangeiros, tratando desse assunto. A nossa ideia é definir parâmetros que permitam montar uma estrutura na qual os processos administrativos possua fluir sem solução de continuidade. Pode-se visualisar essa estrutura como um conjunto de células de ação agrupadas em torno de um eixo coordenador central. Note-se que, nas células definidas a seguir, um ocupante de determinado cargo pode atuar em mais de uma área. Essa flexibilidade é particularmente bem-vinda em Lojas cujo pequeno Quadro de OObr.’. não permite que todos os cargos sejam efetivamente ocupados. Uma estrutura a adotar seria a seguinte: COORDENAÇÃO GERAL É muito comum considerar-se que a administração de uma Loja cabe inteiramente a seu Venerável. Data vênia, não concordamos com essa premissa. Entendemos a Loja como um corpo com diversos órgãos que, embora tenham funcionamento distinto, interagem uns com os outros, todos sob o controle do cérebro – o Ven.’.M.’. – que tudo coordena. Ou seja, indiscutivelmente, o Ven.’.M.’.deve imprimir sua marca pessoal em todas as áreas, mas jamais procurar tolher ou inibir os ocupantes dos cargos. Atuantes Ven.’.M.’. 1º Vig.’. 2º Vig.’. Venerável Mestre Uma Oficina é reconhecida pela atuação de seu Venerável e ele deve obter de forma espontânea o reconhecimento de seus pares, realizando-se, assim, todas as Reuniões em comunhão fraternal. Não é a rigidez na condução da Loja que a faz crescer, mas sim uma perfeita distribuição de atividades, sempre supervisionadas pelo Ven.’.M.’.. Dessa forma, sendo atividades como as de Controle, Orientação, Coordenação e Planejamento, inerentes ao cargo do Venerável, deve essa dignidade exercer esse munus definindo atividades para todos os Oobr.’., seja designando-os para Comissões, seja solicitando-lhes trabalhos maçônicos. Um Ven.’.M.’. não deve permitir o ócio entre seus Oobr.’.. pugnando para que todos sem exceção, do Ap.’.M.’. ao M.’. M.’., enfronhem-se nas atividades da Oficina. Primeiro e Segundo Vigilantes Sendo os substitutos do Ven.’.M.’., devem os VVig.’.estar sempre a par do modelo administrativo posto em prática pelo Venerável de sua Loja, para que nos impedimentos desse, aqueles possam dar seguimento, sem rupturas, à administração da Loja, consoante o estilo que vinha sendo adotado. Os VVig.’.devem dividir com o Venerável a tarefa de Instrução e cobrança de trabalhos dos OObr.’.da Loja. SETOR ADMINISTATIVO Atuantes Sec.’. Orad.’. Chanc.’. Arquit.’. O Sec.’. atua na escrituração e conservação dos Livros e Arquivos da Loja, assim como coordena o fluxo de correspondência e expedição de certidões. Ao Orad.’.cabe receber do Irm.’.Sec.’. Decretos e Leis expedidos pelos Grãos- Mestrados, para serem lidos em Loja; fiscalizar a leitura da cédula de eleição, conferir a coleta do Tronc.’.de Benef. O Irm.’.Chanc.’.Guarda Fiel do Timbre e do Selo da Loja tem a seu cargo Manutenção do Livro de Frequência. É bom lembrar que os Livros de Frequência devem ser dois, um para OObr.’. do Quadro da Loja, e outro para registro dos visitantes; emissão de Certificados de Presenças de Visitantes; elaboração de Mapa Mensal de Freqüência para definição daqueles IIr.’. que podem exercer o direito de voto nas eleições; mantêm sob sua vigilância os Livros Amarelo e Negro. O primeiro onde são lançados os nomes daqueles profanos que tiveram seu ingresso na Ordem recusado, por motivos transitórios, e o segundo onde anotam-se os nomes dos profanos que foram recusados por motivos de ordem moral ou algum outro mote insanável. O Arq.’. controla o material de expediente; em Livro de Carga inventário das alfaias, móveis e utensílios do T.’.zelando por sua conservação. SETOR FINANCEIRO Todo o trânsito de metais na Loja é controlado pelos Oficiais dessa célula. Atuantes Tes.’. Hospit.’. Ao Tes.’.cabe elaborar balanços e balancetes, arrecadar as taxas devidas pelos OObr.’. pagar despesas, desde que autorizadas pelo Venerável. O Ir.’.Hospit.’. vela para que os metais arrecadados pelo Tronc.’.de Benef.’. sejam utilizados de acordo com as normas maçônicas. SETOR SOCIAL A área Social tem ingerência tanto sobre as relações internas da Loja – frequência, participação, evolução maçônica dos OObr.’.- como as relações externas da Loja, suas coirmãs, e com a comunidade onde se insere. Atuantes Chanc.’. Hospit.’. M.’.de Banq.’. O Ir.’.Chanc.’.mantém o fichário de OObr.’. contendo datas as mais gratas aos IIr.’. inclusive de seus parentes mais chegados; programa visitas a Lojas coirmãs e de outras Obediências; incentiva o congraçamento feminino, promovendo a união de mães, esposas, filhas, etc. dos IIr.’.do quadro; atualiza o Quadro de IIr.’. da Loja para repassar a cada Sessão, ao Ir.’. Hosp.’. os nomes dos IIr.’. faltosos. O Irm.’. Hospit.’. deverá ser um Ir.’. que goze da simpatia de todos os outros OObr.’.. Isso porque o trabalho do Hospit.’.dentro do T.’. é relativamente fácil, pois ali cabe-lhe fazer girar o Tronc.’. de Benf.’.. A sua missão, fora do T.’., é muito preciosa , pois deve agir como se fosse um parente chegado de cada Obr.’. visitando periodicamente lares e tomando conhecimento de seus problemas, de saúde, conjugais ou financeiros. Ao Hospit.’. cabe levar ao Ven.’.M.’. os problemas dos demais IIr.’. para que juntos possam definir uma solução. Em caso de falecimento de um Ir.’. do Quadro cabe ao Hospit.’. comunicar o desenlace a todas as outras Lojas de seu Oriente, assinando as PPranc.’. com o Ven.’. M.’. e o Ir.’. Sec.’. com o Irm.’. Tes.’. cabe-lhe velar para que os metais arrecadados pelo Tronc.’. de Benef.’. sejam utilizados de acordo com as normas maçônicas. O Ir.’.M.’. de Banq.’. tem a seu cargo a logística da preparação de Banquetes e Festas, ritualísticas ou não. SETOR CULTURAL Cultura maçônica não é passatempo nem exibicionismo. É obrigação! É comum que livros, revistas, jornais, boletins, discos, fitas, e outras peças que possam trazer mais conhecimento maçônico, passem à guarda pessoal do Venerável da Loja ou de seu Secretário. Isso é intolerável porque todo esse material é destinado à Loja e não a um de seus Membros. Atuantes Orad.’., M.’. de Harm.’. , Bibliotec.’., Orad.’. Manutenção de fichário atualizado de palestrantes de outras Lojas. M.’. de Harm.’. mantém o controle, por meio de Livro de Carga, de discos, fitas e aparelhos reprodutores destinados a abrilhantar as Sessões e Banquetes. Bibliotec.’. Guarda acervo literário da Loja. Na falta de Bibliotec.’. o acervo literário da Loja deve ser controlado pelo Irm.’. Orad.’. e posto à disposição dos OObr.’. da Loja. SETOR LITÚRGICO Os cargos agrupados nesse setor são de primordial importância para a Loja e já foram gastos rios de tinta em livros tratando deles. Como estamos tratando de estrutura administrativa a abordagem desses cargos será “en passant”, nunca, no entanto, olvidando-se o seu imenso valor e fenomenal conteúdo maçônico. Atuantes Orad.’., M.’. Cer.’., DDiac.’., EExp.’., CCob.’. O Ir.’. Orad.’. é o Guarda da Lei e como tal obra por cumprir e fazer cumprir os deveres maçônicos. Quanto ao M.’. Cer.’. para ilustrar sua importância, basta transcrevermos o Ir.’. Castellani: “Nota-se … que o M.’.Cer.’. é um Oficial importantíssimo, devendo ser um perfeito conhecedor da Ritualística. Ele é tão importante que tem o direito de, estando Entre Colunas, pedir a Palavra diretamente ao Ven.’.M.’. através de uma simples pancada com as palmas das mãos.” Há ainda os DDiac.’., que transmitem as ordens em Loja, o 1º Diac.’. levando a palavra do Ven.’.M.’. ao 1º Vig.’. e o 2º Diac.’., do 1º Vig.’. ao 2º Vig.’. às CCl.’. Os Ir.’. responsáveis pelo acompanhamento dos iniciados em suas viagens templárias. Embora seja do conhecimento de poucos, é o Ir.’.1º Exp.’. que arbitra os conflitos maçônicos entre o Ven.’.M.’. e seus VVig.’.. A célula abriga também os CCob.’. , nossos guardiões do T.’., interna e externamente de espada em punho guardando nosso Sagrado Local, de impertinentes e curiosos. As ações litúrgicas especiais pedem também presença dos Porta-Estandartes e Porta- Bandeiras. Já o Porta-Espada exerce seus deveres nas Sessões Magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação. É bom lembrar que o cargo de Porta-Espada não existe nos Ritos Brasileiros, Francês (ou Moderno), de York e Schroeder. É utilizado nos Ritos, Escocês Antigo e Aceito, e Adonhiramita. E, assim findamos nossa exposição de uma estrutura administrativa em Loja. Para que não pairem dúvidas confessamos nossa mais absoluta fé na ortodoxia dos cânones maçônicos. Esse trabalho sugere tão somente que há reais possibilidades de se aliar ao formalismo dos regulamentos e rituais, a flexibilidade de técnicas modernas de administração. Tudo para promover o crescimento intelectual, aperfeiçoar o perfil moral e promover o insumo social na Augusta e Respeitável Loja a que pertencemos. Autor Enviado pelo Ir.’. Moisés Ramos Pimentel M.’.M.’. ARLS Vigilância e Justiça 2132 • GOB/CE • Fortaleza • CE O Hospitaleiro é o elemento da Loja que tem o ofício, a tarefa, de detectar as situações de necessidade e de prover o alívio dessas situações, quer agindo pessoalmente, quer convocando o auxílio de outros maçons ou, mesmo, de toda a Loja, quer, se a situação o justificar ou impuser, solicitando, por meio da Grande Loja e do Grande Oficial com esse específico encargo, o Grande Hospitaleiro ou Grande Esmoler, a ajuda das demais Lojas e dos respectivos membros. Um dos traços distintivos da Maçonaria, uma das características que constituem a sua essência de Fraternidade, é a existência, o cultivo e a prática de uma profunda e sentida solidariedade entre os seus membros. Solidariedade que não significa cumplicidade em ações ilícitas ou imorais, ou encobrimento de quem as pratica, ainda que Ir.’., ou auxílio ou facilitação à impunidade de quem viole as leis do Estado ou as regras da Moral. O maçon deve ser sempre um homem livre e de bons costumes. De bons costumes, não violando as leis nem as regras da Moral e da Decência. Livre, porque autodeterminado e, portanto, responsável pelos seus atos, bons e maus. Perante a Sociedade e perante os seus IIr.’.. A solidariedade dos maçons existe e pratica– se e sente-se em relação às situações de necessidade, aos infortúnios que a qualquer um podem acometer, às doenças que, tarde ou cedo, a todos afetam, às perdas de entes queridos que inevitavelmente a todos sucedem. Sempre que surgir ou for detectada uma situação de necessidade de auxílio, de conforto moral ou de simples presença amiga, os maçons acorrem e unem-se em torno daquele que, nesse momento, precisa do calor de seus IIr.’.. Esse auxílio, esse conforto, essa presença, são coordenados pelo Hospitaleiro. Note-se que a palavra utilizada é “coordenados”, não “efetuados” ou “realizados”. O Hospitaleiro não é o Oficial que efetua as ações de solidariedade, desobrigando os demais elementos da Loja dessas ações. O Hospitaleiro é aquele elemento a quem é cometida a função de organizar, dirigir, tornar eficientes, úteis, os esforços de TODOS em prol daquele que necessita. É claro que, por vezes, muitas vezes até, a pretendida utilidade do auxílio ou apoio ou presença determina que seja só o Hospitaleiro a efetuar a tarefa, ou delegá-la a outro Ir.’. que seja mais conveniente que a efetue. Pense-se, por exemplo, na situação, que aliás inevitavelmente ocorre com alguma frequência, de um Irmão que é acometido de uma doença aguda, que necessita de uma intervenção cirúrgica ou que precisa estar por tempo apreciável hospitalizado, acamado ou em convalescença. Se todos os elementos da Loja se precipitassem para o visitar, isso já não seria solidariedade, seria romaria, isso já não seria auxílio, seria perturbação. O Hospitaleiro assume, assim, em primeira linha, a tarefa de se informar do estado do Ir.’., de o auxiliar e confortar e de organizar os termos em que as visitas dos demais Ir.’. se devam processar, de forma a que, nem o IIr.’. se sinta negligenciado, nem abandonado, nem, por outro lado, fique assoberbado com invasões fraternais ou constantemente assediado pelos contatos dos demais, prejudicando a sua recuperação e o seu descanso, maçando-o, mais do que confortando-o. Também na expressão da solidariedade o equilíbrio é fundamental… A solidariedade maçônica pode traduzir-se em atos (visitas, execução de tarefas em substituição ou auxílio, busca, localização e obtenção de meios adequados para acorrer à necessidade existente), em palavras de conforto, conselho ou incentivo (quantas vezes uma palavra amiga no momento certo ilumina o que parece escuro, orienta o que está perdido, restabelece confiança no inseguro), no simples ato de estar presente ou disponível para o que for necessário (a segurança que se sente sabendo-se que se não precisa, mas, se precisar, tem-se um apoio disponível…) ou na obtenção e disponibilização de fundos ou meios materiais (se uma situação necessita ou impõe dispêndio de verbas, não são as palavras ou a companhia que ajudam a resolvê-la: é aquilo com que se compram os melões…). A escolha, a combinação, o acionamento das formas de solidariedade aconselháveis em cada caso cabe ao Hospitaleiro. Porque a ajuda organizada normalmente dá melhores resultados do que os atos generosos, mas anárquicos e descoordenados… O Hospitaleiro deve estar atento ao surgimento de situações de necessidade, graves ou ligeiras, prolongadas ou passageiras, e atuar em conformidade. Mas não é omnisciente. Portanto, qualquer maçon que detecte ou conheça uma dessas situações deve comunicá-la ao Hospitaleiro da sua Loja. E depois deixá-lo avaliar, analisar, atuar, coordenar, e colaborar na medida e pela forma que for solicitado que o faça. Porque, parafraseando o princípio dos Mosqueteiros de Alexandre Dumas, a ideia é que sejam “todos por um”, não “cada um pelo outro, todos ao molho e fé em Deus”… A solidariedade maçônica é assegurada, em primeira linha, entre IIr.’.. Mas também, com igual acuidade, existe em relação às viúvas e aos filhos menores de maçons já falecidos. Porque a solidariedade não se extingue com a vida, cada maçon, auxiliando a família daqueles que já partiram, sabe que, quando chegar a sua vez de partir, deixará uma rede de solidariedade em favor dos seus que dela necessitem verdadeiramente! E a solidariedade é algo que não se esgota em circuito fechado. Para o maçon, a beneficência é um simples cumprimento de um dever. As ações de solidariedade ou beneficência em relação a quem – maçon ou profano – necessita, em auxílio das organizações ou ações que benevolamente ajudam quem precisa são, em relação à Loja, coordenadas pelo Hospitaleiro. O ofício de Hospitaleiro é, obviamente, um ofício muito importante em qualquer Loja maçônica. Deve, por isso, ser desempenhado por um maçon experiente, se possível um ex-Venerável. O símbolo do Hospitaleiro é uma bolsa ou um saco, ou ainda uma mão segurando um saco. Bolsa em que o Hospitaleiro deve guardar os meios de auxílio. Bolsa que deve figurativamente sempre carregar consigo, pois nunca sabe quando necessitará de prestar auxílio, material ou moral. Saco como aquele em que, em cada sessão, se recolhe os donativos que cada maçon dá para o Tronco da Viúva. Mão segurando o saco, no modo e gesto como, tradicionalmente, após a recolha dos óbolos para o Tronco da Viúva, o Hospitaleiro exibe o saco contendo esses óbolos perante a Loja, demonstrando estar à disposição de quem dele necessite. Mas o ofício de Hospitaleiro, a função que assegura, vão muito vão além do auxílio material. Muitas vezes, o mais importante auxílio que é prestado não implica a necessidade de recorrer ao metal, que só é vil se não o soubermos nobilitar pelo seu adequado e útil uso. A propósito de solidariedade: já se decidiu se contribui, na medida do que puder e quiser, para auxiliar a Inês? Se sim, não guarde para amanhã o que pode fazer hoje. Relembre aqui como pode ajudar e… trate disso! Já! Não se deixe vencer pela inércia! Autor Rui Bandeira O primeiro dever dos dirigentes de uma Loja Maçônica é o PLANEJAMENTO. A curto prazo, esse planejamento consiste na simples e criteriosa elaboração da Ordem do Dia. A diretoria deve, com antecedência, estabelecer os pontos de interesse da Oficina que serão apreciados na reunião. Ninguém deve ser pego de surpresa, com as calças na mão. A médio e longo prazos, o planejamento compõe-se da DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS DA LOJA: 1. para que estamos aqui? 2. em que ponto estamos? 3. para onde vamos? 4. que estratégias usar? 5. quem cuidará de quê? 6. metas de crescimento coletivo e/ou desenvolvimento pessoal 7. auxílio aos Irmãos que, por acaso, tenham dificuldades para acompanhar o processo de concretização dos objetivos da Oficina. Esses sete pontos perfeitos, aplicáveis ao justo progresso de qualquer empreendimento, pressupõem pessoas incumbidas de um OFÍCIO, envolvidas entusiasticamente numa ocupação. Essa ocupação pressupõe certo grau de habilidade e a aceitação dos riscos e dificuldades que envolvam os encargos. Só então, surge a transcendência do que chamamos Missão. Por isso, os que possuem esse grau de habilidade são chamados OFICIAIS. Tradicionalmente, em todos os países, a estrutura dos cargos oficiais em Loja é o mesmo e seus nomes derivam do idioma e do antigo sistema parlamentar inglês. São os seguintes os principais cargos dessa dinâmica OFICIAL e cujos títulos coloco, inicialmente, em inglês a exemplo das Lojas criadoras dos ritos. Em francês não é muito diferente: Worshipful Master é o mesmo que Venerável Mestre [le vénérable, em francês], cargo existente e obrigatório em TODOS os tipos de Loja – sejam simbólicas, especiais, de estudo, de pesquisas, autorizadas, ocasionais ou outras. Isso porque, segundo o Landmark X, “o Governo da Fraternidade, quando congregada em Loja é exercido por um Venerável e dois Vigilantes. Qualquer reunião de maçons congregados sob qualquer outra direção, como, por exemplo, um presidente e dois vicepresidentes, não seria reconhecida como Loja.” Worshipful significa, para os ingleses, digno, honrado e respeitável. É assim que dever ser, ora essa… Os dois vigilantes são chamados Senior Warden, ou Primeiro Vigilante [premier surveillant em francês] que, entre outras coisas, CUIDA DA INSTRUÇÃO DOS APRENDIZES; e o Junior Warden [deuxième surveillant]. O Segundo vigilante, entre outros encargos. além de bater malhete, CUIDA DA INSTRUÇÃO DOS COMPANHEIROS. A palavra warden, em inglês, significa gerente ou pessoa encarregada da observância de certas condutas; em francês, surveillant é aquele que mantém a ordem no local de trabalho, diferente do vigilant/vigilante que, nesses idiomas, tem o sentido de vigiar, que não é o nosso caso. Vejam bem a quantas andaram nossas traduções! Acontece que muitos dos tradutores dos antigos rituais não conheciam a filologia nem a linguística, nem a morfologia do inglês ou do francês dos Séculos XVII e XVIII. Resultado: caíram nos falsos cognatos: Assim, “latir” espanhol gera o falso cognato latir – voz do cachorro – enquanto que significa bater, pulsar; apellido é sobrenome; exquisita é o mesmo que “deliciosa”; data em inglês significa dados, informações; injury, significa ferimento… Continuando Cargos & Deveres Numa Loja – O Marshal, Conductor ou Master of Ceremonies, [maître des cérémonies] é o Mestre de Cerimônias. Aqui a tradução está correta. DELE É O DEVER DE CONDUZIR OS RITUAIS. É o Diretor Ritualístico da Loja. Se a Oficina trabalha com ordem e perfeição, se os rituais são feitos com correção e sem atropelos, o mérito é do Conductor Mestre de Cerimônias. Nesse particular, aconselho os Mestres de Cerimônias a não aceitarem ingerências em suas funções, tampouco estalidos de dedos da plateia. O Chaplain é o CAPELÃO da Ordem, reminiscência da função desempenhada pelos capelães nas antigas Ordens de Cavalaria: capelania castrense, ordinariato militar e capelania militar com atribuições religiosas, judiciais e de aconselhamento. É o responsável pela GUARDA DA LEI, pelo exato cumprimento da Legislação Maçônica e dos Landmarks. É, digamos assim, o ministério público da Oficina devendo, portanto, ser exímio conhecedor da Constituição e Regulamento da Potência a que pertença a Loja, de todas as leis, decretos e responsável pelo trâmite processual da documentação inerente à regularidade da Loja. No Brasil, traduzimos o título a partir do françês l’orateur e Chaplain virou ORADOR. Pronto: alguns oficiais que ocupam esse posto julgaram seu dever estribado na elaboração de entediantes DISCURSOS. Tornam-se tribunos sem toga e, muitas vezes, invadindo a seara dos Vigilantes ou do Mestre de Cerimônias, chamando a si o direito de conduzir rituais e dar instruções. E dálhe discurso! (Ruy Barbosa, maçom brilhante, jurista, diplomata, escritor, filólogo, e ORADOR DE VERDADE, levantaria do túmulo, ostentando nas mãos sua obra Anistia Inversa – Casa De Teratologia Jurídica, e gritaria um BASTA!) O tesoureiro é o Treasurer dos ingleses ou guardião dos tesouros da Ordem, conforme o uso dos antigos Templários e ordens de cavalaria. O tesoureiro é o guarda do tronco e responsável pelo justo andamento das finanças e economia da Oficina. Noutras palavras: é o administrador de patrimônio da Loja. (Lembro-me que, nos meus dias de Aprendiz, um instrutor ensinava que o tronco de solidariedade tinha seu nome devido aos Templários que escondiam seus tesouros e moedas sob grossos troncos das árvores na floresta de Ardennes! Uau, acreditem se quiserem! pois “le tronc de bienfaisance” ou simplesmente TRONC significa, no caso, o cofre onde são depositadas as oferendas e esmolas. Vale lembrar que beneficência quer dizer filantropia e caridade; a isso se destina o tronco). Secretary – secretário – é o chefe de gabinete do Venerável Mestre. Forma o principal elo de administração com o Tesoureiro e o Orador, cuidando para que a Oficina não se depare com problemas de ordem administrativa, legal e financeira. Dirigida por três, composta por cinco e completada por sete, longe de interpretações exotéricas, o sucesso das Lojas está no planejamento democrático, DISCUTIDO E AVALIADO COM CADA IRMÃO, na elaboração criteriosa da Ordem do Dia. Os demais Oficiais não citados nesse artigo (Chanceler, Hospitaleiro, Diáconos, Expertos, Guarda e Cobridore, Mestres de Harmonia, de Banquetes, Arquiteto, Bibliotecário, Porta- Espadas e Bandeira, etc.) atuam entre as engrenagens do Venerável, Vigilantes, Orador, Secretário e Mestre de Cerimônias. Ninguém pode (nem deve) MONOPOLIZAR as sessões da Loja ou tornar-se alvo constante das atenções. Na Maçonaria buscamos uma ESCOLA e não professores. Todos querem participar, muitos querem ser auxiliados em seu progresso na Maçonaria. A Oficina, como um todo, quer saber quais as metas de crescimento coletivo e pessoal, querem saber PARA QUE estão ali, que ponto chegamos e para onde vamos. Era mais ou menos isso que os marinheiros perguntavam a Cristovam Colombo: – “Maestro, dónde vamos?!” Autor Enviado pelo Ir.’. José Maurício Guimarães Este artigo não representa a palavra oficial de nenhuma Loja, Potência ou Corpo Maçônico. Trata-se, apenas, da opinião pessoal do autor. Acesse meu Blog Meus Caros Irmãos, Minhas Cordiais Saudações… As Ordens de Aperfeiçoamento Maçônico, compostas das seguintes Ordens estabelecidas, REGULARES E RECONHECIDAS no MUNDO Inteiro, estão em pleno desenvolvimento no Brasil, e são elas: · Grande Loja de Mestres Maçons da Marca do Brasil; · Antiga e Honrosa Fraternidade de Nautas da Arca Real do Brasil; · Supremo Grande Capítulo de Maçons do Arco Real do Brasil; · Grande Priorado do Brasil · Ordem dos Cavaleiros Templários, · Ordem dos Cavaleiros de Malta. · O texto abaixo foi retirado das palestras realizadas por Wagner Veneziani Costa. >> Primórdios da Maçonaria: É improvável que o atual sistema da Maçonaria tenha tido qualquer relação com a construção do templo de Salomão. Aquele monumento de arquitetura foi aceito pela Maçonaria como um símbolo e as muitas referências a ele são puramente simbólicas. Lembre-se de que o objetivo da Maçonaria não é ensinar história, mas sim verdades morais. Ninguém sabe quando ou onde se originou a Maçonaria. Não existem registros para mostrar os primórdios da fraternidade. Muitos elementos contribuíram para seu crescimento e desenvolvimento. Deus plantou no coração do homem um desejo de buscar a sociedade de seus companheiros e este anseio por companheirismo foi um grande fator contribuinte nas origens da Maçonaria. Por necessidade de construir uma forma de abrigo da inclemência do tempo, veio à arte da construção ou da arquitetura, e isso formou o plano ou o material com o qual a Maçonaria foi desenvolvida. Em diversas partes do velho mundo serão encontradas ruínas de construções colossais que foram erigidas por associações de homens mostrando que foram unidos para levar a cabo seus planos. Na Idade Média, havia grupos de trabalhadores especializados trabalhando pela Europa, e envolvidos na construção de grandes catedrais. Entre esses trabalhadores especializados, a Maçonaria assumiu uma forma bruta de fraternidade e, a partir desse humilde começo, através de um longo processo de desenvolvimento temos a Maçonaria de hoje. Existem muitas provas de que o atual sistema da maçonaria especulativa teve seus inícios nas antigas guildas de trabalho dos franco-maçons viajantes. Essas diversas sociedades tiveram um forte crescimento até o início do século XVII, quando eles tiveram dificuldade de se manter por causa da falta de operações de construções. No ano 1717 eles mudaram suas regras para admitir homens de todas as profissões e isso marca o início do atual sistema da Franco-Maçonaria filosófica ou especulativa. Alguns homens muito sábios tomaram os diversos materiais e implementos da arte operativa e através de um sistema ímpar de símbolos e alegoria desenvolveram a Maçonaria da qual desfrutamos. Nenhuma organização de tão alta importância é tão pouco compreendida como a Maçonaria. Não é uma ordem no sentido em que aquele termo é aplicado às sociedades secretas do período, mas sim uma Sociedade, Fraternidade, Irmandade ou Instituição. Não é um clube, pois ela não diverte. Não é um sistema de sinais e apertos de mãos para um uso conveniente, pois ela não oferece nada no sentido de benefícios para doenças e morte, há não ser um devido preparo mental e filosófico. Na cerimônia pela qual você passou lhe foram dadas muitas definições sobre a Maçonaria. Algumas delas, talvez, foram mais ou menos entendidas. Disseram a você que é um sistema de antiga instrução moral hieroglífica ensinada por tipos, emblemas e figuras alegóricas, a forma antiga e primitiva de ensinar aos homens. Reduzir isto a uma linguagem mais simples seria dizer que a Maçonaria é um sistema de moralidade disfarçado de alegoria. Mas definir a Maçonaria na linguagem mais simples possível seria dizer que é a ciência e a arte de viver corretamente. Como ciência, ela tem a ver com a descoberta e classificação desses princípios que visam à conduta moral correta; a arte diz respeito a viver esses princípios antes do mundo. Tudo indica que os homens que formularam a Maçonaria tinham em mente a idéia de uma fraternidade cuja moralidade satisfaria sua concepção de uma vida religiosa e que seria mais bem exemplificada em suas relações diárias com o mundo e uns com os outros. Na Maçonaria podemos encontrar uma mistura das melhores filosofias de todo o mundo. Isso não significa que aqueles velhos filósofos que vocalizaram essas verdades eram Maçons, mas significa que os homens que formularam a Maçonaria colecionaram as melhores vocalizações dos bons e sábios homens do passado e as cimentaram em um belo mosaico e o chamaram de Maçonaria. >>> Um Pouco dessas estruturas: Grande Loja de MestreMaçom da Marca do Brasil – GOB Conhecida também como o Grau da Amizade. A Sessão é dividida em duas partes: O candidato passa pelo cerimonial onde é reconhecido como Homem da Marca e posteriormente é Avançado como Mestre Maçom da Marca. O Grau da Marca era um complemento do grau de companheiro. Nessa ocasião era costume, um companheiro de pedreiro, escolher uma marca que fosse diferente de todas usadas por quaisquer outro naquela Loja. A Lenda do grau é singularmente instrutiva e bem fundamentada nas declarações das Sagradas Escrituras. Seu maior ensinamento é que “a educação é o prêmio do trabalho que contém uma mensagem dramática – de que a fraude nunca poderá ser bem-sucedida.” A sua estrutura e qualificação é assim: · Venerável Mestre; · Primeiro Vigilante; · Segundo Vigilante; · Mestre Supervisor; · Primeiro Supervisor; · Segundo Supervisor; · Capelão; · Tesoureiro; · Fiel de Registro; · Secretário; Diretor de Cerimônias; · Primeiro Diácono; · Segundo Diácono; · Guarda Interno e · Guarda Externo. Antiga e Honrosa Fraternidade de Nautas da Arca Real do Brasil – GOB Esse grau é um dos mais lindos e ricos em instruções, talvez por isso, estimulou a Grande Loja de Mestres Maçons da Marca a tomar a ação decisiva de colocar esse Grau/Ordem sob sua proteção. A Elevação, nesse grau comemora a providência e misericórdia de Deus e relata a lenda do dilúvio. Referência tomada diretamente do volume das Sagradas Escrituras. Se por um lado o grau da Marca é conhecido como o Grau da Amizade, Nautas da Arca Real é sem sombra de dúvida, o Grau do Amor Fraternal. Para você ser elevado nesse Grau é necessário ter sido Avançado no Grau da Marca. Os principais oficiais dessa Loja representam Noé e seus dois filhos, Sem e Jafé. A sua estrutura e qualificação é assim: · Venerável Comandante (Noé); · Primeiro Vigilante (Jafé); · Segundo Vigilante (Sem); · Capelão; · Tesoureiro; · Escriba; · Diretor de Cerimônias; · Primeiro Diácono; · Segundo Diácono; · Esmoler; · Guarda Externo e · Guarda Interno. Supremo Grande Capítulo dos Maçons do Arco Real do Brasil – GOB Por muitos anos o Arco Real foi praticado como suplemento do Terceiro Grau. Era considerado pelos Antigos como um quarto grau. Mas os modernos possuíam uma postura totalmente nova para esse grau. É descrito por muitos historiadores como sendo, “a mais sagrada parte da Maçonaria, sendo sua raiz, coração e essência.” Também é considerado como a conclusão do sistema da Maçonaria Simbólica. Para ser Exaltado nessa Ordem, você precisa ser Mestre Maçom de uma Loja Regular e Reconhecida pelo GOB. A cerimônia se desenvolve em uma época muito posterior ao término do glorioso reinado do Rei Salomão. O Templo de Jerusalém tinha sido destruído, o reino da Judéia fora divido e os membros de suas tribos, rendidos… A Babilônia finalmente caiu sob o comando de Ciro, o Grande, tornando-se parte do poderoso Império Persa, e esse dirigente extraordinariamente humano liberou os judeus do cativeiro e os convidou a retornar a Jerusalém para começar a reconstrução do Templo. O restauro dos segredos genuínos de um Mestre Maçom é fornecido pela lenda com a contribuição de uma descoberta momentosa feita por trabalhadores, e desse fato produz uma das mais interessantes e instrutivas explicações da natureza de Deus. O reconhecimento do Arco Real era essencial para a Unificação das Duas Grandes Lojas dos Antigos e dos Modernos. Isto foi alcançado pela ambigüidade do texto da declaração preliminar do Livro das Constituições, que afirma que a pura e antiga Maçonaria consiste de três graus e não mais, ou seja, Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom, incluindo a Suprema Ordem do Santo Arco Real. As lições contidas no ritual nos fazem lembrar a retomar o caminho do encontro com Deus, tal qual no Livro das Sagradas Escrituras, de onde vêm as nossas palavras, lembrando-nos da misericórdia e do perdão de Deus. Devemos sempre ter em mente que a Maçonaria é um sistema peculiar de moralidade velada em alegorias e ilustrada por símbolos. E também que os nossos rituais são baseados em lendas e não em fatos. Por isso devemos cada um de nós, interpretar que realmente foi “perdido e depois encontrado…” Devemos interpretar as palavras no sentido metafísico… Como se a palavra encontrada fosse algo como: Descobrindo alguma coisa como se pela primeira vez… Pensar metafisicamente é pensar, sem arbitrariedade, em dogmatismo… A sua estrutura e qualificação é assim: · Primeiro Principal – Zorobabel; · Segundo Principal – Ageu; · Terceiro Principal – Josué; · Escriba Esdras – Secretário; · Escriba Neemias; · Tesoureiro; · Diretor de Cerimônias; · Esmoler; · Principal Forasteiro; · Primeiro Assistente de Forasteiro; · Segundo Assistente de Forasteiro e · Guardião. Grande Priorado do Brasil – Grande Priorado das Ordens Unidas – Religiosas Militares e Maçônicas – do Templo e de São João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta do Brasil. Essa Ordem é dividida em dois graus, por assim dizer. Os Cavaleiros Templários e os Cavaleiros de Malta. Ambas são dirigidas pelo Grande Priorado do Brasil – GOB. Para ter ingresso e ser Instalado (armado) nessa Ordem é necessário você ter sido Exaltado como Companheiro no Arco Real e professar a fé na Santíssima Trindade. Temos notícias que em 1791 houve a união de sete acampamentos independentes, foi realizado o primeiro Conclave da ordem, como a conhecemos hoje. As assembléias onde os Cavaleiros Templários se reúnem são conhecidas como Preceptórios e quem a dirige é o Preceptor. As assembléias de Cavaleiros de Malta são conhecidas como Priorado e quem a dirige é o Prior. A Cerimônia é realizada num Templo que representa uma capela. A estrutura e qualificação dos Cavaleiros Templários são assim: · Eminente Preceptor; · Capelão; · Primeiro Guardião; · Segundo Guardião; · Tesoureiro; · Escrivão; · Marechal; · Esmoler; · Principal Arauto; · Segundo Arauto; · Capitão da Guarda; · Primeiro Porta Estandarte; · Capitão da Guarda e · Guarda. Para ter ingresso na Ordem dos Cavaleiros de Malta, o Irmão tem que ter ser Mestre Maçom, Exaltado a Companheiro no Arco Real e Instalado Cavaleiro Templário. Essa Ordem foi originalmente fundada em Jerusalém, durante a primeira cruzada, aproximadamente no ano de N.S. 1099, para dar alívio aos peregrinos que se dirigiam ao Santo Sepulcro. Aqui também a cerimônia é representada pela passagem pelos graus de Cavaleiro de São João, incluindo o Passe Mediterrâneo. E dividida em duas Câmaras, uma representando a Casa do Capítulo ou Sala do Conselho do Priorado. A outra representa a Casa da Guarda. A cerimônia é uma forma simbólica, onde é realizada a antiga viagem que São Paulo fez indo de leste para oeste. Ocasião onde os irmãos serão instalados como Cavaleiros de São João de Jerusalém, Palestina, Rodes e Malta. Chegando posteriormente a Terra Prometida… Estrutura e qualificação dos Cavaleiros de Malta são assim: · Eminente Prior; · Capitão Geral; · Tenente Geral; · Primeiro Tenente; · Segundo Tenente; · Capelão; · Marechal; · Marechal Adjunto; · Hospitaleiro; · Almirante; · Conservador; · Intendente; · Depositário; · Tesoureiro; · Chanceler; · Capitão da Guarda e · Guarda De todas elas possuímos a devida Carta Patente, dando-nos o total e amplo direito de funcionamento em nosso PAÍS. São dezessete as Ordens praticadas e devidamente Reconhecidas na Inglaterra e estamos trabalhando para trazê-las, aos poucos para o Brasil. Muitas já estão em vias de fato. Colocamo-nos a inteira disposição dos Irmãos… Peço aos Irmãos que divulguem. Fraternalmente, Wagner Veneziani Costa Autor Ir.’.Wagner Veneziani Costa Membro Efetivo do Supremo Conselho do Grau 33 para o REAA; Grão-Mestre da Grande Loja de Mestres Maçons da Marca; M.A.D.E. Grande Senescal do Grande Priorado do Brasil, ARLS Madras, N0 3359 e Sublime Imprensa Maçônica, N0 3999.